segunda-feira, 16 de julho de 2007

Raul Seixas - Discografia 1967-89





1970 Raulzito e os Panteras
1971 - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10
1973 - Krig-Ha, Bandolo!
1973 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock
1974 - O Rebu
1974 - Gita
1975 - Novo Aeon
1976 - Há Dez Mil Anos Atrás
1977 - Raul Rock Seixas
1977 - O Dia Em Que a Terra Parou
1978 - Mata Virgem
1979 - Por Quem Os Sinos Dobram
1980 - Abre-Te Sésamo
1983 - Raul Seixas
1984 - Ao Vivo - Único e Exclusivo
1984 - Metrô Linha 743
1985 - Let Me Sing My Rock And Roll
1986 - Raul Rock Volume 2
1988 - A Pedra do Gênesis
1989 - A Panela do Diabo
Kreing-Ha Bandolo

Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock

O Rebu

Gita

Novo Aeon

Raul Rock Seixas

O Dia Em Que a Terra Parou

Os Grandes Sucessos de Raul

Ao Vivo, Único e Exclusivo

Let Me Sing My Rock n Roll

Raul Rock Volume II

Uah Bap Lu Bap Lah Bein Bum

A Pedra do Genesis

Metamorfose Ambulante

IRA - Invisível DJ [2007]


FAIXAS


1. Invisível Dj

2. Sem Saber Pra Onde Ir

3. Eu Vou Tentar

4. Mariana Foi Pro Mar

5. Não Basta o Perdão

6. Culto de Amor

7. Feito Gente

8. Tudo de Mim

9. No Universo dos seus Olhos

10. A Saga

11. O Candidato

12. La Luna Llena

Copiado de:BrasilMidia


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Se o Caso é chorar (1972)

1 Happy end
(Antônio Pádua - Tom Zé)
2 Frevo
(Tom Zé - Tuzé de Abreu)
3 A babá
(Tom Zé)
4 Menina, amanhã de manhã (O sonho voltou)
(Perna - Tom Zé)
5 Dor e dor
(Tom Zé)
6 Senhor cidadão
(Poema "Cidade", de Augusto de Campos - Tom Zé)
7 A briga do edifício Itália com o Hilton Hotel
(Tom Zé)
8 O anfitrião
(Tom Zé)
9 O abacaxi de Irará
(Perna - Ribeiro - Tom Zé)
10 O sândalo
(Tom Zé)
11 Se o caso é chorar
(Perna - Tom Zé)
12 Sonho colorido de um pintor
(Talismã)



Fidel compara Cuba e EUA, desafia Bush e acusa hipocrisia


O presidente de Cuba, Fidel Castro, zombou dos esforços do governo Bush para diminuir os problemas sociais na América Latina, destacando que seu pequeno país pode superar os Estados Unidos na ajuda em saúde e educação. Em editorial publicado neste domingo (15) pelo jornal Juventud Rebelde, Fidel também declarou que o governo americano tem capacidade para evitar qualquer atentado em seu território — a menos que seja de seu interesse político deixá-lo acontecer.


Fidel: 27 artigos desde 29 de março

“Bush vai descobrir que o sistema econômico e político do império não pode competir na área de serviços vitais como educação e saúde com Cuba, atacada e bloqueada por quase 50 anos”, escreveu o líder cubano. "Todo mundo sabe que a especialidade dos Estados Unidos na área de educação é roubar cérebros", sustentou Fidel, citando um relatório da Organização Mundial do Trabalho.

Esse documento revelou que 47% dos estudantes estrangeiros que conquistam o título de Ph.D. nos Estados Unidos permanecem no país. A administração Bush recebeu 150 delegações da América Latina e 90 organizações dos Estados Unidos esta semana para discutir o trabalho social do país na região e promover esforços corporativos.

A Conferência da Casa Branca sobre as Américas, convocada por George W. Bush em março, contou com a presença de Bush, sua esposa, Laura, e cinco membros de seu gabinete como parte de um esforço para conter o uso dos programas de educação e saúde de Cuba e Venezuela para a América do Sul.

“Por episódios”

Fidel ridicularizou o giro de quatro meses pela região do navio-hospital Comfort dos Estados Unidos. A embarcação, com mais de 800 pessoas a bordo — entre pessoal médico e tripulação —, cumpre até setembro uma rota de assistência humanitária por países das Américas Central e do Sul e Caribe

"Você não pode efetuar programas médicos por episódios", escreveu Fidel, comparando a próxima parada do navio no Haiti com o trabalho de centenas de médicos cubanos em quase uma década no local, além do treinamento de haitianos em Cuba.

"Em Cuba, onde a saúde não é mercadoria, é possível fazer coisas que Bush sequer imagina”, registra o editorial. “Os países do Terceiro Mundo não dispõem de recursos para criar centros de pesquisa científica, mas Cuba conseguiu criá-los, apesar de seus próprios profissionais muitas vezes serem exortados e incentivados a desertar.".

Foi nesse sentido que Fidel lembrou os milhares de bolsistas da América Latina e do Caribe que se formam médicos em Cuba gratuitamente. Entre eles, há até jovens norte-americanos.

A “reflexão” de Fidel, sob o título "Bush, a saúde e a educação", foi sua 27ª desde 29 de março. O líder de 80 anos tem escrito textos de opinião enquanto se recupera de uma série de cirurgias no intestino. O irmão de Fidel, Raul Castro, de 76 anos, governa temporariamente o país.

Ataques tolerados

Em resposta ao secretário de Segurança Interna americano, Michael Chertoff, Fidel ainda comentou: “Qualquer ataque contra sua população ele pode evitar, exceto se tiver necessidade do estardalhaço para prosseguir e justificar a brutal guerra que decretou contra a cultura, a religião, a economia e a independência de outros povos”.

Na terça-feira, em entrevista divulgada pelo Chicago Tribune, Chertoff declarou que tinha "a intuição" de que os Estados Unidos estão enfrentando neste verão um alto risco de atentados terroristas. Para Fidel, no entanto, Washington "vê e escuta tudo, com ou sem autorização legal, e pode obter a informação de segurança que precisa sem seqüestrar, torturar ou assassinar em prisões secretas".

Evo anuncia nacionalização das ferrovias bolivianas


O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste domingo (15) que começará a nacionalizar as ferrovias do país, atualmente sob o controle de investidores chilenos e americanos. O anúncio foi feito na localidade de Guaqui, às margens do lago Titicaca.


O chefe de Estado foi ao local de trem desde a cidade pré-colombiana de Tiahuanaco. Durante seu discurso para inaugurar o circuito turístico entre as duas localidades, Evo questionou a privatização parcial da Empresa Nacional de Ferrovias (Enfe) realizada em 1996, segundo a Agência Boliviana de Informação.

"O povo que nos falava de capitalização que nos diga agora onde estão os frutos desse processo. Nunca houve capitalização, mas descapitalização do povo boliviano e de nossas empresas”, disse Evo. “Por isso, agora vamos iniciar a nacionalização da Enfe."

A estatal foi privatizada parcialmente — processo que na Bolívia se conhece como capitalização. Os investidores do Chile ficaram com o controle da rede ferroviária andina, enquanto os dos Estados Unidos com as rotas orientais.

A Empresa Ferroviária Andina tem como principal sócia a companhia Inversores Bolivian Railways SA, que possui um pacote acionário de 50%, composto por capitais chilenos. A sócia da Empresa Ferroviária Oriental é a firma Trens Continentais, filial da americana Genesee Wyoming, que também tem participação de 50%.

Em ambos os casos, outros 49% pertencem teoricamente à população boliviana, que delegou sua administração a duas empresas que gerenciam previdência privada — uma do grupo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) e outra do suíço Grupo Zurique Financial Service.

Fonte: Vermelho

Meditação


O homem, para se evadir dos seus conflitos, tem inventado muitas formas de "meditação". Estas têm por base o desejo, a vontade e a ânsia de conseguir algo, o que implica conflito e uma luta para chegar. Este esforço consciente, deliberado, realiza-se sempre dentro dos limites de uma mente condicionada, e nesta não existe liberdade. Todo o esforço para meditar é contrário à meditação.
A meditação vem com o cessar do pensamento. E só então se revela uma dimensão diferente, que está além do tempo.
J. Krishnamurti

domingo, 15 de julho de 2007

Bush corrige a pontaria (3): o Iraque





Luiz Eça


Estimular os conflitos entre xiitas e sunitas, apoiando os grupos sunitas, mesmo sendo terroristas. É a nova estratégia americana no Oriente Médio, a redirection, revelada pelo repórter investigativo Seymour Hersh, da New Yorker. Irã, Síria e xiitas seriam os principais inimigos dos Estados Unidos e os alvos de suas baterias.

No Iraque, a aplicação da redirection parece complicada. Afinal, nesse país, são os sunitas que atacam os americanos, enquanto a maioria dos xiitas, aboletada no poder, admite a ocupação. Mas Bush sabe que esses amigos de hoje serão os inimigos de amanhã. Logo que, após a saída das tropas americanas, os políticos xiitas assumirem de fato o país, eles provavelmente passariam para o lado do também xiita Irã, com quem, além da afinidade religiosa, mantêm firmes laços de amizade. Isso para os interesses americanos seria o desastre, pois inviabilizaria totalmente os grandes objetivos da invasão: o controle do petróleo e a criação de um novo Iraque, democrático, pacífico e... submetido à hegemonia ianque. 500 bilhões de dólares (o custo atual da aventura iraquiana) teriam sido jogados fora.

A resposta do governo Bush a esse desafio é sempre que houver interesses comuns, fornecer armas aos sunitas. Isso já está acontecendo. Em algumas regiões, a insurgência sunita rompeu com a Al Qaeda e a está combatendo, ao lado dos americanos.

A briga com a Al Qaeda foi causada pelos ataques dos comandados de Bin Laden contra a população civil, que atingiram até mesmo guerrilheiros e clérigos de facções sunitas. “Não queremos matar sunitas nem xiitas inocentes e o que a Al Qaeda está fazendo é contrariar o Islã” foi a justificação de Abu Marwan, líder do Exército Mujahedin, sunita.

Com esse lance, os americanos não só isolam a Al Qaeda, dividindo e enfraquecendo a insurgência, mas também turbinam o poder de fogo sunita - o que ameaça o governo xiita.

Sua dependência dos americanos irá fatalmente aumentar, forçando-o, por uma questão de sobrevivência, a um comprometimento ainda maior do que o existente. O resultado é que, para os xiitas que governam o país, a perspectiva de retirada em curto prazo do exército dos Estados Unidos é assustadora.

E essa retirada, o pull out, parece próxima. A opinião pública americana apóia maciçamente: mais de 70% da população, segundo pesquisa do USA Today. A questão já começou a ser discutida no Senado. Bush antecipou seu veto. No entanto, como cinco senadores republicanos pularam fora e se juntaram aos senadores democratas, o pull out tem quase o número de votos necessário para a rejeição do veto presidencial.

Sentindo o peso da barra, Bush lançou mão de sua tradicional manobra: o uso político do medo.

O ministro das relações exteriores do Iraque e o embaixador dos Estados Unidos advertiram o povo americano que a partida das tropas causaria o aumento da violência, a morte de milhares de pessoas e um conflito regional.

A Casa Branca divulgou notícias alarmantes de que a Al Qaeda estaria para desfechar um terrível atentado nos Estados Unidos. Funcionários da inteligência informaram à rede ABC que uma célula da Al Qaeda estaria a caminho.

E Bush apelou aos senadores para que adiem sua decisão até setembro, quando o comandante das forças americanas no Iraque apresentará os resultados da nova ofensiva contra os insurgentes. Os senadores teriam, então, um quadro exato da situação para decidir de forma melhor.

Ele espera que, até lá, a lei do petróleo seja aprovada pelo parlamento iraquiano. Afinal, foi para isso que os americanos conquistaram o país, sacrificando, até agora, 3.700 soldados. Essa lei assegura aos Estados Unidos as fontes de energia barata e abundante de que necessita e às petrolíferas lucros estratosféricos. O Iraque, com suas reservas de 112 bilhões de barris – a segunda maior do mundo -, oferece isso.

Pela nova lei, os campos petrolíferos seriam explorados pelas multinacionais, através dos contratos PSA (Production Sharing Agreements), dividindo os lucros com o estado. O PSA é tão desvantajoso que nenhum país petrolífero do Oriente Médio o aceita. No caso iraquiano, será particularmente ruim, pois deixaria o país amarrado aos contratos por até 35 anos.

As coisas não estão correndo bem para Bush. Apresentada ao governo iraquiano em fins do ano passado, a lei foi rapidamente aprovada. No Parlamento surgiram reações contrárias de sunitas, xiitas e até dos aliados curdos. O governo amenizou algumas cláusulas. Mas a oposição continua, inclusive dos sindicatos petrolíferos. Faleh Umara, seu presidente, explica: “a lei permite às companhias internacionais, especialmente americanas, explorarem os campos de petróleo sem nenhum controle. E elas ficam com cerca de 50% da produção, o que é um roubo do petróleo iraquiano”.

Seis vencedores do Nobel da Paz, Betty Williams, Mairead Maguire, Rigoberta Menchu, Jody Williams, Shirin Ebadi e Wangari Maathai juntaram-se aos protestos: “a lei do petróleo iraquiano irá beneficiar as petrolíferas estrangeiras às custas do povo do Iraque, negar ao povo segurança econômica, criar maior instabilidade e colocar o país mais longe da paz”.

Indiferente ao clamor da opinião pública, o governo americano vem pressionando os legisladores iraquianos. Fixou o fim de junho como prazo final para a aprovação da lei. Nada feito. Adiou, então, para setembro, para quando ele conta postergar o início da discussão do pull out.
Com a lei aprovada, Bush teria moral para conseguir da oposição mais tempo para os contratos de exploração das zonas petrolíferas serem firmados.
É provável que seja atendido, pois os congressistas já manifestaram ansiedade pela aprovação dessa lei. Isto posto, Bush poderá propor seu “plano B”, no qual o pull out aconteceria logo. No entanto, parte do exército, talvez 10 a 15 mil homens, permaneceria nas bases em vez de ocupar o país. Não mais exercendo funções policiais, mas apenas como assessores do governo iraquiano, para garantir a democracia e a integridade territorial. Claro, sua missão principal seria garantir os contratos petrolíferos, o fluxo de petróleo para os Estados Unidos e impedir eventuais iniciativas atrevidas do governo em favor do Irã ou dos guerrilheiros muçulmanos.
Pode dar certo. Desde que os movimentos sunitas e xiitas, os parlamentares e o governo iraquianos, mais os senadores e deputados americanos, ajam do jeito que o governo Bush prevê.

Façam suas apostas.


Luiz Eça é jornalista.

sábado, 14 de julho de 2007

6 Discos de Boot


Pacote de Gerenciadores de Disco de Boot para 6 tipos de Windows:

Windows 95a
Windows 98
Windows 98se
Dos 6.22

Windows Me

Windows Xp

  • Tam.: 4.9MB

Iluminado seja o Rio de Janeiro



Ao fundo, a tropa de choque protege a entrada principal da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em primeiro plano, o solzinho sinistro representa um lado do Pan que as Organizações Globo, a Prefeitura e os governos estadual e federal querem esconder. Bati essa foto hoje à tarde, durante o protesto que passo a narrar abaixo.


O prefeito se enganou nas contas

No início da década de 1990, César Maia disse que se vestiria de baiana e rodopiaria pela comunidade caso não conseguisse despejar as famílias que vivem na Vila Autódromo, em Jacarepaguá. De lá pra cá foram ao menos três tentativas frustradas. A Prefeitura mobilizou desde tratores a advogados, passando pela grana das empreiteiras, mas a Vila Autódromo segue firme, de pé. Nem com o pretexto do Jogos Pan-Americanos os homens do prefeito lograram êxito. Quando visitei este pequeno conjunto habitacional de aproximadamente 500 famílias, ouvi dos mais velhos a justa cobrança: "Estamos esperando a baiana Maia desfilar".


Tropas de choque

Nesta quinta-feira (12), o prefeito do Rio de Janeiro foi perguntado a respeito da manifestação organizada para hoje, que tinha o objetivo de criticar a violência contra os trabalhadores e os gastos bilionários com o Pan. E assim respondeu César Maia: "É um besteirol que não juntará mais de 300 pessoas. São os mesmos de sempre, que têm até firma reconhecida de ´passeateiros´. A mobilização demonstrará se eles têm apoio ou se são os militantes profissionais de sempre".


Camponeses relembram os companheiros assassinados

Pois é. O besteirol juntou cerca de mil pessoas em frente à Prefeitura, ali no prédio da Av. Presidente Vargas, conhecido como Piranhão. A concentração começou às 11h e até as 14h foi juntando gente. Vinham de todos os lados, eram de todo tipo: sem-terra, sem-teto, sindicalistas, professores, estudantes, servidores públicos em geral e até palhaços. Esses protagonizaram um show à parte. Auto-intitulado "Exército de palhaços", o grupo apitava, cantava, pulava... Um palhaço perguntava, diante da polícia: "Hoje tem caveirão?". Os outros, em coro: "Teeeeem". Hoje tem violência policial? "Teeeeem". Hoje tem invasão no Complexo do Alemão? "Teeeeem". E hoje tem almoço? "Nããããão". E no auge da apresentação, atiraram uma esquadrilha de aviõezinhos de papel em direção à tropa de choque, para em seguida caírem (literalmente) em gargalhadas deles mesmos.


Um pouco de hip-hop com o coletivo LUTARMADA

Enquanto isso, parlamentares, sindicalistas e representantes de movimentos sociais dividiam o palco com músicos. Em uma das apresentações, Gas-PA e Mimiu, do coletivo LUTARMADA, cantaram os versos que sintetizaram o sentimento dos manifestantes: só mesmo uma revolução para colocar o Brasil nos eixos.

Era isso. Até ali o ato servira para mostrar que parte expressiva da sociedade não tinha motivos para comemorar os Jogos Pan-Americanos. Gente que sabe das falcatruas e das agressões da Prefeitura e dos governos estadual e federal contra os trabalhadores (caveirão, salário mínimo de R$ 380,00, desemprego e sub-emprego, entre outras formas de opressão). Gente que sabe como funciona a atual política econômica, que favorece banqueiros e especuladores em detrimento dos verdadeiros responsáveis pela produção das riquezas. Gente que conhece o papel das corporações de mídia, essencial para manter o povo desinformado e alienado de sua própria condição.


Tropa de choque

Ali perto, no Maracanã, a organização dos Jogos cuidava dos últimos preparativos. A TV Globo, sócia do evento, escalou Fátima Bernardes e Galvão Bueno para ancorar a festança. Tanto era o entusiasmo que o narrador chegou a cogitar que a interpretação do hino nacional por Elza Soares teria sido a melhor de todos os tempos. E na hora de elogiar a belíssima atleta argentina, que portava a bandeira de seu país, o sapientíssimo Galvão se embaralhou todo para pronunciar "bela" em espanhol. Deve ser a emoção causada pelo magnânimo evento, cujos organizadores se esmeram ao infinito no cuidado com as aparências. Até o cabelinho do Arnaldo Antunes estava comportado.


E os manifestantes? Sim, os manifestantes. Pouco depois das 14h, alguém anunciou no microfone que a passeata teria início. Esse alguém, que atende pelo nome de Cyro Garcia, informou que "após uma reunião rápida a direção decidiu ir em direção à Candelária". Causou indignação. Muitos queriam ir para o Maracanã. Vaias. "Nós avaliamos que não temos correlação de forças para ir para o Maracanã", informou Cyro. Em resposta, palavras de ordem: "Se esse ato é contra o Pan, a gente tem que ir pro Maracanã". Num piscar de olhos, pancadaria. Eu devia estar a dois metros do centro da confusão. O Samuca, fotógrafo sindical, acabou levando uma pernada e caiu. E o movimento, que tinha começado tão bem, elogiado por todos por sua unidade, acabou dividido. O carro de som foi para a Cinelândia e um grupo ficou para decidir se tomava o caminho do Maracanã - o que, agora, seria extremamente arriscado pelo reduzido número de pessoas.


Vista da passarela

Houve quem classificasse como golpe a decisão de não ir para o Maracanã. De fato, o itinerário não foi decidido coletivamente. E conforme íamos caminhando pela Av. Presidente Vargas, dava para ver que estava tudo armado. A polícia fechava uma pista para os manifestantes, agora acusados de pelegos, passarem.


O Exército de Palhaços marcou presença

A decisão de tomar o caminho oposto ao Maracanã não tira o mérito do ato; seu sentido político está preservado. Mas é muito difícil compreender por que um protesto contra as violências implementadas com o pretexto do Pan não tomou o rumo da festa de inauguração. Não com o objetivo de enfrentar a polícia, mas para mostrar aos atletas, aos turistas e à imprensa estrangeira que nem todos os cidadãos cariocas concordam com a maneira como o Pan foi organizado. Eu, se fosse o prefeito, o governador ou o presidente, ficaria muito contente com o afastamento dos manifestantes.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Dicas do XP

Computador reiniciando sozinho com Windows XP

É padrão do Windows dar um reboot no seu computador quando encontra uma falha de sistema. Você pode impedir isso desabilitando o autoreboot. Edite o registro e localize
HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControl\SetControl\CrashControl.
Selecione AutoReboot na lista da direita. Dê dois cliques nele e troque o valor para 0 (zero) para
desabilitar ou 1 para habilitar. Reinicie o computador. Também é possível solucionar o problema sem editar o registro.
Abra o Painel de Controle, escolha Sistema, selecione Avançado e clique em Configurações no último tópico (inicialização e recuperação). Desmarque a opção Reiniciar automaticamente. Deixe marcada a opção Gravar um evento no log do sistema. Para ver porque o sistema teve alguma falha, digite "eventvwr" no prompt de comando ou no menu Iniciar>Executar.