sábado, 9 de maio de 2009

O Sétimo Selo, de Bergman...

Det Sjunde Inseglet, Ingmar Bergman



Formato: RMVB
Áudio: Sueco
Legendas: Português-BR
Duração: 1:36
Tamanho: 504MB (05 partes)
Servidor: Rapidshare


Créditos: F.A.R.R.A.-Welck



http://rapidshare.com/users/18K8ZY


Senha para descompactar:

http://farra.clickforuns.net



Sinopse:

Suécia, Idade Média. De volta das Cruzadas, o cavaleiro Antonius Block (Max Von Sydow, de O Exorcista) encontra sua terra devastada pela peste e pela inquisição. Quando ele mesmo se depara com a personificação da morte, aceita-a como um visitante aguardado, mas propõe-lhe uma aposta, e numa das seqüências mais inesquecíveis da história do cinema, desafia a morte para uma disputa de xadrez, esperando ganhar tempo para indagar sobre o sentido da vida e, conseqüentemente, o sentido da morte.

Dirigido por Ingmar Bergman, o filme ambienta-se em um dos mais obscuros e apocalípticos períodos da Idade Média européia. O título é uma remissão ao livro bíblico denominado Apocalipse ou Revelação, especificamente aos capítulos oitavo, nono e décimo. No desenrolar do enredo torna-se clara a preocupação do diretor em buscar, no passado, um período que traga à tona questões ainda presentes no mundo contemporâneo.

O filme foi lançado em 1957, período em que os traumas da Segunda Guerra Mundial e da bomba atômica ainda marcavam a vida dos europeus. As décadas de 50 e 60 encerram o período de maior temor pela derrocada de uma guerra nuclear que destruísse o mundo em instantes. Acresce-se a isto que os traumas do holocausto e da mortandade desencadeados na guerra não haviam sido esquecidos, mas, pelo contrário, as pessoas pressentiam que tudo fora um presságio de que o homem seria o grande responsável pelo apocalipse final.






Elenco:

Max von Sydow - Antonius Block
Gunnar Björnstrand - Jöns
Bengt Ekerot - Morte
Nils Poppe - Jof
Bibi Andersson - Mia
Inga Gill - Lisa
Maud Hansson - Bruxa
Inga Landgré - Karin


Detalhes Técnicos:

Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Gênero: Drama/Fantasia
País: Suécia
Duração: 96 minutos

Boa alimentação....

Acordando os Intestinos



Conceição Trucom

Quando o alimento é ingerido, o processo digestivo se inicia na mastigação/salivação, passa pelo estômago onde acontece a etapa principal de quebra (digestão) do alimento até suas partes menores (macro e micronutrientes), chega ao intestino delgado para selecionar (o intestino delgado é um centro de inteligência) o que será assimilado e passa para a corrente sanguínea, ou passa para o intestino grosso para ser excretado.

Assim, o intestino grosso, ou cólon, representa a última parte do aparelho digestivo. Trata-se de um tubo mole de aproximadamente 1,50 m de comprimento e de 3 a 8 cm de diâmetro, pleno de reentrâncias e vilosidades internas. Ele apresenta como principais funções:

  • · Promover a eliminação das fezes;
  • · Reabsorver parte da água e alguns nutrientes;
  • · Contribuir para com o fortalecimento do sistema imunológico; afinal cerca de 80% do potencial imunológico encontra-se nesta etapa do processo digestivo;
  • · Hospedar a flora microbiana intestinal (lactobacilos acidóphilus, bifidobacterias, etc.) que exerce várias funções importantes, como sintetizar vitaminas do complexo B e K, destruir micróbios e bactérias patogênicas, proteger a integridade dos tecidos, etc.

Obviamente, ao longo desta viagem o corpo deve ser nutrido com todas as substâncias que necessita e os dejetos deste processo devem ser excretados no menor tempo possível.

Como nos alimentamos em média 3 vezes ao dia, deveríamos evacuar de 2 a 3 vezes ao dia, de preferência após cada refeição como fazem os bebês, que evacuam logo após que mamam, devido ao reflexo gastro-cólico.

Entretanto, a absorção/assimilação dos nutrientes (considerando uma alimentação saudável) e novos registros para a vida (aprendizados) podem ser inibidos se as paredes do intestino grosso estiverem obstruídas com placas de depósitos destes detritos alimentares que não foram devidamente eliminados.

Estes resíduos endurecidos podem estar retidos há dias, meses e até anos, resultantes de um ou mais fatores relacionados com maus hábitos alimentares e outros.

Assim, os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso durante muito tempo e acabam sendo fermentados ou entram em putrefação. Neste processo, produz-se material tóxico que será reabsorvido pelo organismo, produzindo uma "auto-intoxicação". Isto ocorre devido ao aumento da permeabilidade intestinal, ou seja, a mucosa do intestino é continuamente agredida e vai tornando-se mais permeável porque as células perdem o seu natural poder de coesão.

Este acúmulo de toxinas no intestino grosso pode ser a causa de numerosas dificuldades de saúde, produtividade e qualidade de vida. As toxinas produzidas pelas putrefações intestinais alcançam pela via sangüínea os órgãos vizinhos, intoxicando-os e degenerando-os, contribuindo para o surgimento de problemas como: baixa das funções imunológicas, fadiga, enxaqueca, celulite, alergias, problemas de pele e unhas, cólicas, obesidade entre outros. Existe também uma correlação muito significativa entre a freqüência crescente dos cânceres do cólon nos países industriais e a alimentação pobre em alimentos frescos, crus e ricos em fibras, vitaminas, sais minerais, água, etc.

Uma alimentação inadequada ou pobre em nutrientes e fibras (carnes e alimentos refinados), além de ambientes por demais poluídos, atividades diárias com demasiado estresse físico ou emocional, como também sedentárias e a impossibilidade de realizar atividades físicas freqüentes, provocam problemas gastrointestinais, dificultando o processo natural de digestão, absorção e eliminação dos alimentos, causando prisão de ventre, constipações, cólicas, gases, etc.

A Alimentação Desintoxicante tem o papel de reverter todo este quadro, pois através de sucos, chás, lanches e sopas desintoxicantes, ajuda o corpo, com seus “banhos internos DIÁRIOS”, a provocar uma dissolução contínua e diária destas placas e padrões que favorecem o “status quo” de intoxicação e doença.

A filosofia da Alimentação Desintoxicante, além de incentivar o uso diário do enorme benefício dos sucos desintoxicantes, também esclarece sobre a importância de mudar certos hábitos como a prática freqüente de exercícios físicos que mobilizam a energia e estimulam o pleno funcionamento dos intestinos, rins, fígado, sudorese e pulmões.

Receita Uso Externo
Óleo de Massagem Desintoxicante – para acordar os Intestinos:
2 colheres de sopa de óleo de linhaça prensado a frio + 6 gotas de óleo essencial de limão + 3 gotas de óleo essencial de erva-doce + 3 gotas de óleo essencial de capim limão. Colocar tudo em um frasco de vidro escuro misturar e manter em local fresco. Massagear por 5 minutos (mínimo) todo o ventre, com movimentos vigorosos (como se estivesse despertando todos os seus órgãos internos) desenhando um círculo no sentido horário. Realizar este procedimento diariamente pela manhã antes de levantar e à noite após deitar.

Receitas Uso Interno - Sucos Desintoxicantes - tomar em JEJUM
Suco de maçã - rico em pectina e antioxidantes. Preparado com 1 xícara de chá de folhas verdes (hortelã, alface ou couve), 1 limão (ideal que seja inteiro), suco de 1 cenoura (ou beterraba), suco de 2-3 maçãs e 1 colher de sopa de semente de linhaça (crua e inteira) deixada de molho em água durante toda a noite. Passar tudo pela centrífuga e servir imediatamente.

Suco de uva - alcalinizante, mineralizante, depurativo e antioxidante. Preparado com ½ xícara de suco de uva, suco de 1 limão, 1 inhame cru e água de coco a gosto. Bater tudo no liquidificador e servir imediatamente.

Suco de abacaxi - digestivo e adstringente. Preparado com 1 xícara de chá de abacaxi em cubos, rodelas de gengibre a gosto, suco de 1 limão, 2 colheres de sopa de semente de girassol (crua com casca) deixada de molho em água durante toda a noite e folhas de hortelã a gosto. Bater tudo no liquidificador, coar e servir imediatamente.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.


Recomenda-se a leitura na íntegra do livro Alimentação Desintoxicante - editora Alaúde, o que possibilitará a prática desta filosofia de vida com consciência e responsabilidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

porque a midia de esgoto não divulga????

O nome real da gripe é Smithfield Foods



Artigo enviado por: Elisa Graça


Gripe suína? Esta é uma doença originada do agronegócio internacional.

O nome que se dá às coisas, objetos, projetos, episódios e até doenças é muito importante. Porque o nome verdadeiro coloca os fatos e responsabilidades no seu lugar.

Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral.

Estão chamando-a, de forma imprópria, de gripe suína. Nada mais acobertador da verdade.

O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de DNA humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.

Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).

A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.

Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.

O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional”, que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.

Leia o dossiê sobre a transnacional Smithfield Foods aqui (em inglês).

Onde se concentra nosso lixo tóxico?

Do sitio www.docelimao.com.br



Caso você tenha curiosidade em saber, as fezes saudáveis contêm aproximadamente 70% de água. Até dois terços de seu peso seco consistem em bactérias do intestino. Depois, há a bile e, obviamente, as fibras - cobertas por uma camada de muco do revestimento do cólon. Há também algumas substâncias que são tóxicas. Entre elas, as produzidas por determinadas bactérias intestinais e moléculas dos alimentos que não puderam ser absorvidos na longa jornada pelo sistema digestivo.

A milenar Medicina Tradicional Chinesa tem como primeiro questionamento ao paciente: como funciona seu intestino? Muito tempo depois, no século XIX, os ocidentais começam a acreditar que as toxinas são absorvidas pelo organismo quando elas ainda estão no cólon. Creditava-se às fezes muitas das doenças, senão todas.

Obviamente, quanto mais tempo as fezes ficam no cólon, mais toxinas serão absorvidas, o que supostamente explica por que as pessoas se sentem nauseadas quando constipadas.

Uma alimentação rica em fibras mantém a regularidade intestinal - a constipação praticamente não existe nos povos que consomem grande quantidade de frutas e hortaliças. Formando bolo fecal, as fibras provocam maior número de evacuações, o que, desde que apresentando consistência adequada, certamente é um benefício.

Assim, na década de 1930, médicos pesquisadores começaram a sugerir que uma alimentação rica em fibras poderia ajudar a prevenir doenças que acometem o cólon.

Na década de 1960, um médico irlandês chamado Denis Burkitt propôs uma teoria revolucionária. Ele estava trabalhando em Uganda (África), onde as pessoas comiam muitas fibras e tinham o intestino regular, e pouquíssimas pessoas sofriam de câncer de intestino. No Ocidente, a incidência de câncer de intestino estava aumentando e havia pouquíssimas fibras na alimentação.

O Dr. Burkitt sugeriu que determinadas substâncias nos alimentos estariam causando câncer. Em Uganda, onde as dietas ricas em fibras significavam que nada ficava muito tempo no intestino, isso não seria um grande problema. No entanto, na dieta pobre em fibras do Ocidente, as substâncias causadoras de câncer (carcinógenos) ficavam mais tempo no intestino e seriam responsáveis pela maior incidência da doença. Além disso, como absorvem água no cólon, as fibras solúveis diluiriam as substâncias carcinogênicas, tornando-as menos potentes. Mais uma vez, isso se aplicaria aos ocidentais com dietas pobres em fibras.

Desde o estudo do Dr. Burkitt os cientistas descobriram vários possíveis candidatos a substâncias carcinogênicas. Sabe-se que alguns compostos presentes na bile, por exemplo, são carcinógenos. Existem, por exemplo, carcinógenos na carne e no peixe torrados. Em laboratórios, quando administrados a camundongos, esses compostos causaram câncer de intestino. E essas mesmas substâncias foram encontradas no intestino humano.

O câncer de intestino é chamado também de câncer de cólon. Começa quando as células do revestimento do cólon se multiplicam rápido demais e não morrem. Isso forma um pólipo, que pode vir a se transformar em um tumor canceroso. O tumor pode bloquear a passagem das fezes ou fazer com que surja sangue nas fezes. Este tipo de câncer se toma mais perigoso, entretanto, quando se espalha para outras partes do corpo (metásteses).

O câncer de intestino é causado pelo rápido crescimento das células, normalmente no revestimento do cólon.

Na imagem ao lado, as células cancerosas, ou pólipos, aparecem em rosa. Elas estão se transformando em tumor, que se espalha sobre a parede do cólon, em marrom.

A cada ano, são identificados quase um milhão de novos casos de câncer de intestino no mundo inteiro. No Reino Unido, a doença ceifa 16 mil vidas/ano; nos Estados Unidos, são 50 mil.

O exame de colonoscopia, que é indicado pelos médicos (especialistas em gastroenterologia, deve ser realizado em pessoas com mais de 50 anos, quando pode reduzir estes números. E mais, se detectado precocemente, aumenta em 80% a taxa de sobrevivência à doença.

Dos vários estudos científicos fica a certeza de que diversos processos podem dar o pontapé inicial no câncer de cólon e; as fibras, de alguma maneira, o retardam ou previnem. É possível que uma substância química chamada butirato faça a diferença. Sabe-se que esta substância possui propriedades anticancerígenas e que é produzida durante a fermentação das fibras solúveis no cólon.

Obviamente, os efeitos anticancerígenos associados a uma alimentação rica em frutas e hortaliças, também ricas em antioxidantes e outras substâncias nutracêuticas, comprovadamente reduzem várias ameaças à saúde humana.

Assista: Vídeo - A saúde depende do estado do intestino

Leia também: O que são PREBIÓTICOS?
O que são PROBIÓTICOS?
Teste científico: as fibras regulam o trânsito intestinal?

Texto extraído e adaptado por Conceição Trucom do livro A verdade sobre a comida - Jill Fullerton-Smith - editora Intrínseca

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fabinho Costa - Performance (2007)


"Performance" é o primeiro trabalho solo e independente desse competente trompetista recifense, que com muita sofisticação e simplicidade, vem conquistando espaço no cenário de música instrumental do Brasil e do mundo.
Fabinho Costa já tocou e gravou com grandes músicos brasileiros e internacionais, tais como Sivuca, João Donato, Paulo Moura, Di Stéffano, Kenny Brown, Andrew Scott Potter entre outros, é já participou de inúmeros festivais, com destaque para o Montreux Jazz Festival de 2007 na Suíça.
Com esse delicioso álbum, que vai do jazz-funk ao blues, sem perder a brasilidade, ele se coloca de vez entre os melhores trompetistas do país. Dono de um talento nato, e com um toque muito refinado, cheio de suingue, esse jovem e promissor trompetista não poderia ter uma estreia melhor, e com uma banda de primeira, com direito a participações especiais do grande baixista Arthur Maia e do Maestro Edson Rodrigues no Sax Alto.
Fabinho abre o disco com um trompete nervoso e técnico, depois cai num jazz-funk gostoso, e tudo isso apenas na primeira faixa do disco, "Funk Davis", numa clara homenagem ao grande Miles Davis. Destaque também para a lírica "Vida Maria", e para as sensacionais "Spião", com o baixão de Arthur Maia arrepiando, e "Mister Tony" com o sax de Edson Rodrigues.

Confira: http://rapidshare.com/files/221309280/Performance.rar
Site Oficial: http://www.fabinhocosta.com.br/

Os neoescravocratas





Osvaldo Russo - Correio da Cidadania

Segundo artigo disponibilizado no site da União da Indústria de Cana-de-açúcar (ÚNICA), "o maior grau de informalidade no mercado de trabalho temporário agrícola torna mais fácil que os fiscais do trabalho encontrem situações que, muitas vezes, são completamente exageradas em seu significado e rapidamente enquadradas como ‘trabalho escravo’ ou ‘condições análogas ao trabalho escravo’", e que "o agricultor brasileiro tem estado muito sujeito à acusação de prática de ‘trabalho escravo’, o que se tornou mais frequente a partir de 2003, quando se intensificaram as fiscalizações trabalhistas na agricultura, especialmente nas Regiões Norte e Centro-Oeste".

Em pleno século 21, é espantoso achar normal o trabalho escravo ou análogo e que, no seu combate, o governo exorbita de suas funções, o Ministério Público excede de suas prerrogativas e o Judiciário promove uma justiça de classe com sinal trocado no tempo, como se todos combinassem uma perseguição institucional conjunta aos "coitadinhos" dos fazendeiros que fazem o "favor" de "empregar" trabalhadores rurais "desocupados".

As denúncias sobre casos de trabalho escravo contemporâneo atingem um recorde histórico no Brasil, de acordo com o relatório "Conflitos no Campo Brasil 2008", elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que registra 280 ocorrências no ano passado. Ao todo, os casos relatados pela CPT envolveram sete mil trabalhadores, 86 deles crianças e adolescentes, tendo havido 5,2 mil libertações.

O estado do Pará continua apresentando o maior número de denúncias (106). Em segundo lugar está o Mato Grosso (33), seguido de perto pelo Maranhão (27). A maioria dos casos denunciados está vinculada à pecuária (134). Em segundo lugar aparece o ramo de carvão (47). Houve ainda sete casos compilados que uniram trabalho escravo e desmatamento - seis deles foram fiscalizados, com 83 trabalhadores libertados. Em 2008, a Amazônia Legal teve 68% dos registros de trabalho escravo, 48% dos trabalhadores envolvidos e 32% das pessoas resgatadas.

O recorde observado nas denúncias foi acompanhado da intensificação da ação fiscalizadora do governo Lula, que declarou a erradicação e a repressão ao trabalho escravo contemporâneo como prioridades do Estado brasileiro, estabelecendo estratégias de atuação operacional integrada em relação às ações preventivas e repressivas dos órgãos do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público e da sociedade civil. O Plano também prevê a aprovação da PEC que altera o art. 243 da Constituição Federal, dispondo sobre a expropriação de terras – sem indenização - onde forem encontrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão e que, em muitas situações, tentam fugir da fazenda e são impedidos pelo fazendeiro.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, de 1995 a 2002, a Fiscalização do Trabalho do ministério realizou 177 operações em 816 fazendas, lavrando-se 6.085 autos de infração. Já no período de 2003 a 2008, foram realizadas 607 operações, envolvendo 1.369 fazendas fiscalizadas, onde foram lavrados 16.981 autos de infração, o que significa um incremento anual de 272,1% em relação ao período anterior.

O artigo citado, na contramão disso, tenta explicar ideologicamente o injustificável, chegando a afirmar que "o principal objetivo desse trabalhador em eventual fuga da fazenda e posterior retorno trazendo a fiscalização trabalhista não seria apenas evitar o pagamento da dívida contraída com o empreiteiro, mas, talvez muito mais importante, receber a ‘multa’ de vários milhares de reais, comumente imposta pelo fiscal ao agricultor e em favor do trabalhador, sob a acusação de prática de ‘trabalho escravo’ por parte do fazendeiro. Além disso, os trabalhadores ‘libertados’ passam a receber seguro desemprego, sendo possível que, depois, passem a receber também Bolsa Família".

Após mais de século da assinatura da Lei Áurea, o Brasil ainda convive com as marcas deixadas pelo regime colonial-escravista e por disparates escritos por seus neoideólogos. Conforme apresentação do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, de 2003, assinada pelos então ministros Nilmário Miranda (Direitos Humanos) e Jacques Wagner (Trabalho e Emprego), "a escravidão contemporânea manifesta-se na clandestinidade e é marcada pelo autoritarismo, corrupção, segregação social, racismo, clientelismo e desrespeito aos direitos humanos".

Osvaldo Russo é estatístico e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT.


Filme de historia...

A Caminho de Kandahar

Nafas (Niloufar Pazira) é uma jovem afegã que fugiu de seu país em meio à guerra civil dos Talibãs e hoje trabalha como jornalista no Canadá. Até que sua irmã mais nova, que ficou no Afeganistão, lhe envia uma carta avisando que irá se suicidar antes da chegada do próximo eclipse solar. Nafas resolve então retornar ao Afeganistão a fim de tentar salvar sua irmã.

Este é o enredo resumido de A Caminho de Kandaha ("Safar É Gandehar"), filme iraniano de 2001. Mas a história de Nafas representa muito mais. o filme de Mohsen Makhmalbaf (de Moment of Innocence, The Silence e Testing Democracy) dá uma idéia do que ocorre no momento no Afeganistão. A guerra atual, dos Estados Unidos contra o terrorismo do Taleban, provocou ainda mais danos num país já destruído.A Caminho de Kandahar mostra um momento anterior, mas a devastação já é total no Afeganistão. Não há comida, escolas, saúde, liberdade.

O filme termina em aberto. O espectador não fica sabendo se Nafas conseguiu ou não entrar em Kandahar ou se evitou o suicídio da irmã. Mas fica sabendo muito mais sobre as mentes perturbadas dos talibãs e da fúria insana que domina todos aqueles que participam de uma guerra.

Ganhou o Prêmio do Júri, no Festival de Cannes.

Crítica:


Celso Sabadin

Não parece um filme feito no planeta Terra. A Caminho de Kandahar remonta à alguma cena perdida de Guerra nas Estrelas, como se fosse ambientado num daqueles mundos desérticos imaginados por George Lucas. A paisagem é extremamente árida e os seres, cobertos dos pés à cabeça, sequer parecem humanos.

Porém, A Caminho de Kandahar é, sim, tristemente humano. Conta a história de Nafas (Niloufar Pazira), uma jornalista afegã que mora no Canadá, que se vê obrigada a tentar retornar à sua terra. Motivo: sua irmã está disposta a cometer suicídio durante o último eclipse do século 20. Nafas tem poucos dias para cruzar a fronteira Irã/Afeganistão e chegar até Kandahar, onde mora a aflita irmã. A jornada é de terror. O país está devastado pela miséria e uma simples boneca de pano pode trazer a morte escondida sob a forma de minas explosivas.

Este verdadeiro road-movie fundamentalista recebe a direção sempre crua, minimalista e eficiente do iraniano Mohsen Makhmalbaf, o mesmo de Gabbeh e O Silêncio. E o próprio tema do filme não poderia ser mais árido. Numa linguagem que mistura documentário com ficção, Makhmalbaf expõe a ignorância pseudamente religiosa de todo um povo, a opressão das mulheres que não podem ser vistas pelos homens nem durante uma consulta médica, a educação radical das crianças, enfim, todo um país mergulhado no mais profundo obscurantismo. Uma cena, porém, é especialmente marcante: um grupo de mutilados corre em direção a um helicóptero que joga pequenos volumes atados a pára-quedas. O espectador demora alguns segundo para perceber o conteúdo da encomenda. São dezenas de próteses de pernas que a Cruz Vermelha despeja para as vítimas das minas. Uma cena real e impressionante.

Baseado em caso verídico, A Caminho de Kandahar certamente não seria um filme tão comentado não fosse pela notoriedade que o Afeganistão ganhou após os atentados de 11 de setembro. Estreando em momento propício, ele é uma denúncia que chama a atenção de todos os que se interessem por este momento tão delicado que o mundo inteiro vive.

Quem quiser o torrent desse filme solicite por email que envio...

Créditos: CafeHistoria

Marx sempre uma leitura necessária...


O Marxismo

A filosofia marxista foi construída no século XIX por homens como Karl Marx e, no século seguinte, revista por intelectuais como Antônio Gramsci e Louis Althusser. Mais do que uma simples filosofia, o marxismo é um conjunto de idéias econômicas, políticas e culturais que propõem uma visão integradora e teleológica do mundo.

Na historiografia, o marxismo notabiliza-se por sua vasta produção. Nomes como Perry Andreson, Eric Hobsbawm ou Edward P. Thompson são apenas alguns exemplos dos mais importantes e famosos historiadores marxistas.

Para quem se interessa pelo marxismo, o Café história tem duas grandes dicas de site. O primeiro é o Arquivo Marxista na Internet, que traz um dicionário, uma biblioteca e temáticas específicas sobre o tema, em mais de 15 línguas. O segundo é o site do LEMA - Laboratório de Estudos Marxistas, vinculados criado no final de 2004 pela necessidade de conjugar esforços até então difusos entre alunos e professores que vinham trabalhando na tradição marxista dentro e fora do Instituto de Economia da UFRJ. O objetivo de todos era fundar um espaço de estudos e diálogo crítico em torno dos grandes temas da economia política, em particular, e das ciências sociais, em geral.

Conheça um pouco mais desses trabalhos e amplie seus conhecimentos sobre o marxismo no mundo e no Brasil. Clique nos links abaixo.

LEiAM
Arquivo Marxista

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Do blog do Bourdoukan...

Beduínos da Cisjordânia: "Resistiremos"!

Zeina Awad
, Al-Jazeera

Os beduínos de Umm Al Khayr, pequena aldeia a sudeste de Hebron, são provavelmente a comunidade mais vulnerável de todos os grupos de refugiados palestinos na Cisjordânia. Agora, estão tendo de lutar para conseguir continuar na terra onde vivem há muitas gerações.
Estão em luta judicial contra o exército de Israel, para demonstrar que a terra onde vivem é propriedade legal. Tentam, assim, impedir que passe por ali uma estrada chamada "estrada de patrulha de segurança", já planejada.

Dia 26 de abril, com a colaboração de ativistas israelenses contra a ocupação, os beduínos conseguiram bloquear o avanço da estrada e impedir que invada profundamente suas áreas de moradia. Detiveram os tratores e máquinas de demolição, que já chegam bem perto de suas casas.

Foi uma pequena vitória, mas todos sabem que é vitória apenas temporária.
"Querem construir uma estrada de patrulhamento e segurança, mas querem construí-la à nossa custa", disse a Al-Jazeera Eid al-Hathaleen, de 23 anos, cuja família vive na área que está agora sendo ocupada à força.

"Estão roubando nossa terra, e usam a segurança como pretexto. Não fomos nem avisados: de repente, apareceram as máquinas e começaram a cavar."

As 21 famílias que vivem em Umm Al Khayr fixaram-se lá quando os avós dos que lá vivem hoje tornaram-se refugiados, imediatamente depois da criação do Estado de Israel. Algumas das famílias – como a de Eid – compraram a terra quando a Cisjordânia estava sob governo da Jordânia, antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Pastagens e rebanhos

As porções de terra que foram ocupadas por Israel naquela área correspondiam às principais áreas de pastagens da comunidade, que dependia delas para a sobrevivência de seus rebanhos – que bebiam do poço ali existente – e eram essenciais à sobrevivência da comunidade.

As autoridades israelenses da ocupação proíbem os beduínos de ampliar as casas. Muitas famílias construíram banheiros externos, o que, para os israelenses, seria ilegal.

As famílias começaram a ter porções de terra confiscada em 1970, quando começaram a ser construídas colônias exclusivas para judeus a poucos metros das casas dos beduínos.
A região hoje está quase totalmente ocupada por uma colônia ilegal, Karmel, exclusiva para judeus. São os colonos mais violentos de toda a Cisjordânia, conhecidos por seus frequentes ataques à comunidade beduína, ataques que já são rotina na região: espancamentos, apedrejamento de casas e pessoas e roubo de rebanhos.

Propriedade contestada

Em 2004, as autoridades da ocupação começaram a construir também do lado palestino do muro que cerca Karmel, para expandir a colônia. Agora, Israel começou a construir uma chamada "estrada de patrulhamento" exatamente nessa área de terra dos beduínos.
Israel contesta judicialmente a propriedade da terra. Gayath Nasser, advogado que representa a família de Eid, solicitou à Corte Superior de Justiça israelense que ordene a imediata interrupção dos trabalhos de construção da estrada, até que a questão seja judicialmente decidida.

Mas Nasser diz que a corte está adiando a decisão e, até agora, não há qualquer resposta à ação impetrada pelos beduínos; assim, os trabalhos de construção prosseguem. Para o advogado, nenhuma sentença posterior, mesmo que favorável aos beduínos, conseguirá desfazer o dano já consumado à terra e à propriedade naquela região.

Al Jazeera procurou contato com as autoridades israelenses encarregadas da Cisjordânia, para ouvir o outro lado.

Fomos informados que só o exército estava autorizado a falar sobre o assunto. E o exército recusou-se a dar qualquer tipo de entrevista. Recebemos mensagem por e-mail, na qual se diz que a estrada é indispensável por razões de segurança e que o trabalho está legalmente autorizado.

Nas cortes de justiça

A questão, portanto, está posta em termos dos interesses dos beduínos contra os interesses do exército israelense. Nasser mostrou-nos os títulos de propriedade de al-Hathaleen e o mapa em que se detalham todos os lotes legais – documentos que, espera ele, comprovará que a área onde a estrada está sendo construída é propriedade legal da comunidade beduína. Ainda assim, tem poucas esperanças de que os beduínos consigam impedir a construção da estrada.

"É a justiça de Israel. Teríamos de poder discutir essas questões numa corte internacional", diz ele.

"A autoridade que avalia as ações de Israel na Cisjordânia não pode ser a autoridade do exército israelense de ocupação. A questão teria de ser julgada ou por cortes de justiça na Cisjordânia ou por uma corte internacional de justiça."

Além disso, a terra que está sendo invadida está dentro da "Área C", que constitui quase 60% da Cisjordânia e está toda incluída na área sobre a qual Israel tem controle como poder ocupante.

Eid prevê que a estrada dita "de segurança" estará pronta em poucas semanas. Quando estiver pronta, será fortemente protegida e exclusiva para judeus, mais uma estrada do apartheid. Apesar das dificuldades, os beduínos não desistirão da resistência e da ação judicial.

"Essa é a única terra que é propriedade dos beduínos", diz Eid. "Estamos aqui e ficaremos aqui, mesmo que tenhamos de enfrentar novas demolições e mais violência."

As similaridades entre Sionismo e Nazismo

Barone - blog escrevinhamentos

Um câncer vem se alastrando e corroendo os alicerces do debate sobre as políticas israelenses no Oriente Médio, em especial sobre sua postura em relação aos palestinos. Este câncer tem como objetivo destruir a fundamentação de qualquer argumento que contenha em seu bojo uma crítica a esta postura, classificando estes argumentos, sejam eles quais forem, como anti-semitas. Nos estágios mais avançados desta doença, a mais simples menção crítica a Israel é classificada como um ataque direto ao judaísmo, como uma atitude calcada na reafirmação do nazismo, como uma apologia ao anti-semitismo.

Este mal se alastrou de tal forma que até mesmo gente mais antenada com a questão refreia a língua na tentativa de ser “politicamente correto” e se adequar ao que convencionou-se como postura adequada na tratativa de assuntos que espetem Israel em suas feridas mais purulentas.

Dois temas são particularmente evitados: críticas ao sionismo e comparações entre este pensamento e o nazismo. Durante a última ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza, alguns levantaram a lebre, apontando as similaridades entre sionistas e nazistas. Prontamente seus argumentos foram condenados publicamente, não por falta de base, mas com a intenção correlacioná-los ao rol das idéias anti-semitas.

Este receio é a mola mestra das políticas israelenses de domínio sobre os palestinos. É a partir dela que os sionistas tomam a dianteira neste conflito, condenando os palestinos a uma existência a margem da civilização e entregando-os de bandeja para o fundamentalismo islâmico. Esta estratégia do quanto pior melhor, na qual Israel alimenta o ódio e a divisão entre os palestinos para justificar a ocupação ilegal da Cisjordânia, de parte de Jerusalém e do cerco à Faixa de Gaza, é a estratégia sionista para alcançar o objetivo final: a manutenção de todo o território onde hoje se encontra Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza sob o domínio do povo judeu e somente dele. O sionismo não prevê dois povos naquela região e isso já foi claramente explicitado por diversos políticos israelenses, entre eles o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das relações exteriores, Avigdor Lieberman.

No entanto, não se pode condenar judeus ou israelenses por isso. Nem todos são adeptos declarados do sionismo. Muitos querem apenas (e tem todo o direito) de viver em segurança em sua pátria. Portanto, é preciso diferenciar claramente judaísmo e sionismo.

Penso que o judaísmo, como qualquer outra religião, deve ser respeitado e seus seguidores devem ter garantido o direito de professar sua fé. O sionismo, por outro lado, não é uma religião, mas um pensamento que se utiliza de um pilar religioso para alcançar objetivos políticos. Ora, sendo uma linha política, o sionismo é passível de controvérsias no campo ideológico. Haverá quem o defenda e quem o combata. E isso, de forma alguma, sigifica defender ou combater o judaísmo. É preciso separar as questões. Judaísmo é uma religião e seus praticante devem ser protegidos de quaisquer ações repressoras, racistas ou difamadoras. Sionismo é linha política, e como tal é passível de contestação.

Não podemos, então, aceitar a auto-censura que o lobby sionista tenta impor ao mundo, em especial quando elege assuntos proibidos, temas tabus.

SIONISMO E NAZISMO

Portanto, tracemos um paralelo entre o sionismo e o nazismo. Isso é possível? Vejamos. Quanto a seus objetivos, o sionismo preconiza a preservação e prosperidade do povo judeu, afastando a possibilidade de seu extermínio ou assimilação. Os nazistas, por sua vez, lutavam pela preservação e prosperidade da raça ariana, afastando a possibilidade de miscigenação com outras raças.

Para o sionismo, o Estado não é um fim, mas um meio para alcançar os seus objetivos. "Após nos tornarmos uma força poderosa, como resultado da criação do estado, nós aboliremos a partilha e nos expandiremos para toda a Palestina. (...) O estado será apenas um estágio na realização do sionismo e sua tarefa é preparar a base para nossa expansão por toda a Palestina", Ben Gurion, citado por Noam Chomsky, The Fateful Triangle: The United States, Israel and the Palestinians, Pluto Press, London, 1999.

Estado e Democracia

Da mesma forma, para os nazistas o Estado não era um fim, mas um meio para alcançar os seus objetivos. "Em geral, não se deve esquecer que a finalidade suprema da razão de ser dos homens não reside na manutenção de um Estado ou de um governo; sua missão é conservar a raça. E se esta mesma se achar em perigo de ser oprimida ou até eliminada, a questão da legalidade passa a plano secundário", Adolf Hitler, Minha Luta, cap. III.

Outro paralelo pode ser traçado sobre o conceito de democracia. A mídia sionista tem apresentado o Estado de Israel como a única democracia do Oriente Médio. Seria verdade se for considerado como democracia um sistema que privilegia grupos de cidadãos em relação a outros, como, por exemplo, a antiga democracia ateniense restrita aos eupátridas, a democracia branca sul-africana da época do apartheid e a estadunidense antes dos anos 60. A "democracia" sionista exige de antemão que os cidadãos não judeus reconheçam o Estado de Israel como sendo um estado judeu, ou seja, que reconheçam a si mesmos como cidadãos de segunda categoria. Isso implica em aceitar a "lei do retorno" a qual concede a qualquer judeu do mundo (que é assim reconhecido segundo as normas do judaísmo ortodoxo), independentemente de onde tenha nascido, o direito à cidadania israelense.

Em outras palavras, todos os milhões de judeus do mundo (que somam muito mais que a população judia do próprio Estado de Israel) podem tornar-se eleitores em caso de necessidade. É assim intolerável para o Sionismo a existência de uma maioria não-judia no Estado de Israel, exceto se dominada e submetida como eram os negros pelos brancos cristãos e judeus durante a vigência do apartheid sul-africano. O projeto original de Theodor Herzl era o de um estado administrado como uma empresa com um comando centralizado e restrito a judeus. Herzl, em sua obra O Estado Judeu, explicitamente rejeitou o sistema democrático para o Estado de Israel.

Ao contrário dos sionistas, que estabeleceram uma democracia de casta, os nazistas foram assumidamente antidemocratas ou, no dizer de Adolf Hitler, defendiam a "genuína democracia germânica de livre eleição do Führer, que se obriga a assumir toda a responsabilidade por seus atos". O sistema nazista baseava-se no militar, em que o líder tem todo o poder de decisão e comando em relação a seus subordinados e assume os méritos dos alvos alcançados e todas as responsabilidades pelos fracassos. Para o Nazismo só deve governar quem for capaz de arriscar sua própria vida para garantir sua posição de comando. A democracia para o Nazismo é a "ditadura do número", em que os mais simpáticos e não os mais capazes comandam. Para os nazistas, a democracia é um sistema em que os mais espertos e não os mais capazes, corajosos e honestos são os favorecidos.

Portanto, da mesma forma que o Sionismo, o Nazismo vê o Estado como um meio e não como um fim - no que os dois se distinguem do Fascismo, em que a instituição do Estado é posto como o alvo e o único capaz de administrar os conflitos internos. No Nazismo o alvo do Estado é a preservação da raça ariana, considerada ameaçada de destruição pela miscigenação com as demais raças, classificadas como inferiores pelos nazistas; no Sionismo o alvo é a preservação do povo judeu, ameaçado de destruição pelos gentios (os não judeus), seja pelo extermínio físico, seja pela assimilação.

Militarismo e Expansionismo

Outra similaridade entre nazismo e sionismo está no militarismo de sua sociedade. Para manter sua dominação, os sionistas necessitam de um poderoso sistema de dominação militar sobre a maioria palestina muçulmana, cristã e laica, somada a armas de propaganda. O Estado de Israel é o único país do Oriente Médio a ter armamentos nucleares e recebe anualmente dos EUA, além de apoio e proteção militar, bilhões de dólares.

Da mesma forma, uma das bases do Nazismo foi a crença de que o direito nasce da força e que a própria força já prova a quem pertence o direito de dominar: quem se deixa escravizar merece ser escravizado, defendiam. Os nazistas construíram para isso uma enorme máquina de guerra e o próprio Estado estruturou-se como uma organização militar.

Nazistas e sionistas compartilham a mesma estratégia expansionista. O ideal dos sionistas é refazer os limites que, segundo o Judaísmo, a Torá estabelece para o povo judeu viver. Esses limites hoje implicariam em tomar territórios que vão do Egito ao Iraque. Guerras expansionistas já foram empreendidas com este fim. Os nazistas, por sua vez, eram essencialmente expansionistas e defendiam que a segurança do Estado é tanto maior quanto for seu território. Como no Nazismo não há lugar para escrúpulos no que se refere a acumular poder.

Racismo: Semitismo e Arianismo

O Sionismo, como o Nazismo, defende que os judeus são uma raça. Embora os sionistas costumem declarar que o Sionismo seja um movimento não-religioso, o Judaísmo aceitar pessoas de todas as raças e terem os hebreus e os judeus durante sua história se miscigenado com muitas raças, isso pode estar ligado às crenças cabalísticas (a mística desenvolvida no Judaísmo da diáspora) de que os judeus possuem uma alma adicional, ao contrário dos gentios que só possuiriam uma alma animal e a outras tradições racistas - que não são aceitas por todos os judeus.

Jabotinsky, um líder de extrema-direita, defendia a superioridade racial do semita em relação aos demais povos do Oriente Médio. A luta contra o "anti-semitismo" é também, para alguns sionistas, uma luta de preservação racial. Em 1975, a Resolução 3379 Assembléia Geral das Nações Unidas classificou o Sionismo como racismo, entre outros motivos pelo forte apoio sionista ao apartheid sul-africano. Esta resolução, porém, foi revogada em 1991, por pressão dos EUA onde os sionistas têm forte presença meio à maior população judia do mundo e junto a várias igrejas cristãs que acreditam no direito judeu à Palestina.

Os nazistas acreditavam na superioridade racial ariana em relação às demais raças. Defendiam que entre os povos germânicos a raça ariana foi mais preservada da miscigenação com as "raças inferiores" do que em outras populações arianas da Europa e do mundo. Afirmavam que a superioridade da raça ariana manifesta-se nas várias civilizações que teriam criado no mundo antigo e no progresso científico e intelectual que as civilizações arianas conseguiram no mundo moderno.

O fato de os povos germânicos terem permanecido num estado próprio das sociedades pré-históricas até entrarem em contato com povos como os romanos e os semitas árabes e seu pouco progresso científico se comparado a povos ameríndios como os incas, maias e astecas, é justificado apelando-se para argumentos como as condições geográficas onde esses povos teriam vivido. O Nazismo propõe-se exatamente a impedir que a miscigenação do ariano continue a se dar, e vê nos judeus agentes interessados em promover essa "degradação" da única raça que, segundo acreditam, poderia impedi-los de dominar o mundo.

Limpeza étnica

Uma das bases do Sionismo é a crença de que judeus e gentios não podem viver em paz. Isso justifica para eles a expulsão sumária de não judeus. Golda Meir assim se expressou sobre isso: "Nós devemos perguntar a nós mesmos: 'Que tipo de Israel nós desejamos?' Eu digo: um Israel judeu, sem interrogações ou dúvidas. Um Israel judeu, sem o medo diário [de saber] se a minoria constitui agora cinco por cento ou não", citado em Davar, 6 de junho de 1969.

A propaganda sionista dissimula esse desprezo e xenofobia disfarçando-o como "valorização da diversidade" e estimulando outras sociedades a dividirem-se e isolarem-se em etnias.

Para o Nazismo todas as demais raças ameaçam a raça ariana, em especial pela miscigenação. O Estado deve garantir a homogeneidade da população: "(...) A organização de uma comunidade de seres moral e fisicamente homogêneos, com o objetivo de melhorar as condições de conservação de sua raça e assim cumprir a missão com que esta foi assinalada pela Providência. Esta e não outra coisa significam a finalidade e a razão de ser de um Estado", Hitler, MInha Luta, Cap. IV.

E então...?