sexta-feira, 20 de julho de 2007

Paquistão: a mesquita ensangüentada

Não tem ocorrido no Paquistão uma mobilização de massas para apoiar nem os juízes pró-independência dos poderes, nem os jihadistas pró-lei islâmica. Passivas, as multidões não sentem como seus os interesses em jogo.

Outra erupção de crise no Paquistão. A primeira protagonizada pela sociedade civil, com advogados e juízes que pediam uma separação de poderes e um sistema jurídico independente. Simultaneamente, um grupo de pregadores de uma mesquita de Islamabad tomou o partido da ação violenta direta, reivindicando a realização plena da "sharia" (as leis religiosas para promover o aumento do controle social das mulheres) e a instituição de um corpo especial de polícia religiosa para vigiar sua aplicação. Uma mesquita sob controle extremista no coração de Islamabad tem sido a ponta de lança das reivindicações. Está situada não muito longe dos prédios governamentais.

Como, sem apoio governamental em um ou outro momento, teriam conseguido dispor de um terreno tão valioso e construir nele os dois blocos da mesquita e as "madrassahs " das proximidades? Impossível. O pai dos dois pregadores que dirigiram a operação trabalhava para os serviços de inteligência militar muito antes de que Musharraf aparecesse em cena. Antes ajudados e financiados pelo Estado, foram, depois, declarados ilegais: estão, portanto, escassos de verbas. Ainda no ano passado poderiam ter sido subornados, mas não houve boas ofertas. Agora é tarde demais.

"Jihadistas " armados começaram a atirar contra a polícia e os soldados. Musharraf enviou seu "negociador" favorito para estudar um trato, mas nenhuma das duas partes podia aceitar as exigências da outra. Os militantes desafiaram o regime, e o regime devolveu o golpe em 9 de julho no primeiro horário da manhã [tomando de assalto a mesquita, com considerável número de mortos - Nota da Redação, CM].

Vale a pena observar que não tem ocorrido mobilização de massas para apoiar nem os juízes, nem os "jihadistas". As multidões permanecem em silenciosa passividade: não sentem como seus os interesses em jogo. A aliança de partidos religiosos, forte nas províncias da fronteira noroeste, não defendeu o grupo que transformou a mesquita e as "madrassahs" próximas em um acampamento armado, limitando-se a pedir que as vidas de mulheres e crianças inocentes fossem respeitadas.

Tudo isso traz à tona uma velha questão: até onde vai a penetração islamista entre os militares? A extraordinária prudência mostrada pelo regime alguns meses atrás, quando era evidente que os "Jihadistas" estavam tramando a conspiração, só pode ser resultado do medo de aprofundar as divisões nas forças armadas. Os mais cínicos se perguntam: de quem foi a brilhante idéia de organizar o seqüestro "Jihadista" de cidadãos chineses, que tornou impossível para o regime continuar pospondo o problema? Desde o exato momento em que os interesses nacionais do país entraram em jogo, uma ação decidida era inadiável.

Musharraf chegou ao poder em 1999 com a promessa de um conjunto de reformas capazes de transformar o país. Fracassou em todas, fez conchavos com corruptas quadrilhas de políticos desacreditados, e acabou de se debilitar quando aceitou transformar-se no homem forte dos EUA na região. O grosso do país continuou apodrecendo e isso abriu um vazio que os "Jihadistas" se apressaram a preencher.

Enquanto todas essas coisas aconteciam no interior, os 36 partidos políticos da oposição, grandes e pequenos, reuniram-se em Londres com a finalidade de planejar uma estratégia comum para restaurar o governo civil. O conclave acabou sem acordos, símbolo da sua impotência política.

Chegaram notícias de um novo atentado contra a vida do general Musharraf. Sobreviveu.

Seu regime também está a salvo, de momento. O Paquistão, ai!, continua imerso na confusão total.

Somente a erupção de um movimento de massas desde baixo poderia alterar esse panorama, mas o povo está em guerra. Vezes demais tem sido traído pelo general e pelos políticos. Por que sacrificar vidas em vão?


* Artigo publicado originalmente em 15/07/07 na página da revista espanhola Sinpermiso nº 2 www.sinpermiso.info


Tariq Ali, escritor, é membro do Conselho Editorial da revista espanhola Sinpermiso.

Com ACM, morre o coronelismo?

Com a morte de Antonio Carlos Magalhães, que já foi chamado de tudo, de Toninho Malvadeza a Condestável da Nova República, desaparece um dos mais expressivos herdeiros do estilo coronelista de exercer o poder.

SÃO PAULO - Antonio Carlos Magalhães não era um coronel tradicional. Seu poder não vinha, originalmente, da posse da terra. Era ligado a impérios da comunicação e aos centros urbanos. Mas tinha o estilo dos velhos coronéis, talvez mais do que ninguém. Sua morte, aos 79 anos, é mais um sinal dos tempos, de que pelo menos na política institucional este estilo vem definhando, substituído por outros tipos de conluio e dominação.

O coronelismo possuía duas características fundamentais: o mandonismo (que podia ou não se aliar ao carisma) pessoal e a agregação tribal. Antonio Carlos Magalhães praticava as duas, e tinha carisma pessoal na Bahia, sem dúvida. Foi partícipe de uma tragédia política e familiar: a morte do filho Luís Eduardo Magalhães, na casa dos quarenta, que era para ser o grande sucessor "moderno" do patriarca. O deputado federal ACM Neto e o filho do velho senador, que o substituirá na tribuna, ainda não estão à altura de serem considerados de fato "sucessores" de ACM, embora sejam seus herdeiros políticos mais próximos.

O poder dos coronéis, que começou a medrar no Brasil graças à herança colonial e à formação da Guarda Nacional no Império, afirmou-se por completo com a Proclamação da República. Foi estilo político dominante até 1930, quando Vargas, centralizador em todos os seus estilos de governo, tanto o autoritário quanto o popular, fez seu alcance e poder declinar graças à ampliação (antes do Estado Novo) do poder de voto das massas urbanas (inclusive as mulheres) e sua política de industrialização.

Por isso nunca foi perdoado pelos velhos coronéis, nem por seus herdeiros "modernos", os oligarcas da imprensa brasileira, onde se reproduzia o estilo coronel de viver em política: mandonismo, tribalismo, reconhecimento de sua própria casta como a única preparada para exercer (ou poder falar para e do) poder.

O golpe de 1964 criou uma esdrúxula mas compreensível aliança política que fez remanescer, transformado, o estilo coronel de fazer política. Os golpistas, tanto os militares quanto os modernos empresários e tecnocratas dos centros urbanos do país, aliaram-se aos remanescentes do coronelismo nordestino. E num primeiro momento foram unanimemente apoiados pela imprensa de espírito oligarca. Assim, se a classe dos velhos coronéis já era quase parte da história pregressa, seu estilo sobreviveu nos centros urbanos que impulsionaram a modernização conservadora e excludente inclusive do próprio setor rural, durante o regime de 64 e a Nova República posterior.

Isso ajuda a entender a extensão do poder do senador agora falecido, que chegou a criar o "carlismo", a palavra e o agrupamento (tribo) hegemônicos na Bahia até as eleições recentes para prefeito e governador. A eleição surpreendente de Jaques Wagner, do PT baiano, ainda no primeiro turno, para o governo estadual, consolidou a impressão de que o carlismo encontrara seu Waterloo.

Entretanto, ainda está pra se ver se de fato o coronelismo está morrendo no Brasil, ou está se transformando num novo estilo tribal, desenvolvendo aquilo que os especialistas vêem como uma forma limite do coronelismo, que era o "colegiado". Hoje a política conservadora (mas também 'a esquerda, com freqüência) se faz em torno de colegiados que se agregam em torno de uma grife eleitoral. Por sua vez, a mídia oligárquica se organiza em torno de colegiados de grifes jornalísticas que desatam em quase uníssono campanhas antiesquerda e antipovo na política. Como quase tudo no Brasil, o coronelismo não morre, mas se transforma.

Fanatismo - gravado por Fagner



Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !
Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."


Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa no Alentejo, Portugal. Era filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, que morreu com apenas 36 anos. Registada como filha de pai incógnito, foi educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca. Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, o Curso dos Liceus.

Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os vários casamentos, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afetivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu vitimada por edema pulmonar.

A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza. Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina.
Copiado de :AmigosDoFreud

Ira! - Psicoacústica



Ira - Psicoacústica


Psicoacústica é o título do segundo disco de carreira do Ira!, o grupo paulistano, ícone do rock nacional dos anos 80. Lançado originalmente em 88, o trabalho traz oito faixas, incluindo "Advogado do Diabo" e "Manhãs de Domingo", alguns dos destaques. Não deixe de conferir!
1. Rubro Zorro
2. Manhãs De Domingo
3. Poder, Sorriso, Fama
4. Receita Para Se Fazer Um Herói
5. Pegue Essa Arma
6. Farto Do Rdock´N Roll
7. Advogado Do Diabo
8. Mesmo Distante

RENATO E SEUS BLUE CAPS (1972)

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Raulzito e os Panteras(1968)

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CSC quer central sindical plural, democrática e combativa


Por Carla Santos
Com o tema “Perspectivas do Sindicalismo Classista” 150 lideranças das 50 principais entidades sindicais de mais de 30 cidades paulistas se reuniram na quarta-feira (18) no Sindicato dos Marceneiros, em São Paulo, para debater os rumos da Corrente Sindical Classista (CSC) no estado. Mais de 40 pessoas falaram no encontro e nenhuma delas, a exemplo do encontro realizado anteriormente pela CSC-BA, se opôs à construção de uma central sindical como alternativa plural, democrática e combativa aos trabalhadores.

Para as lideranças, após a reeleição do presidente Lula ocorreu um realinhamento de posições no movimento sindical gerando um novo cenário marcado pela “concentração e dispersão” das correntes que atuam no movimento. “Durante os governos de FHC, tínhamos uma polarização entre a Força Sindical e a CUT. Depois, com o governo Lula, essa polarização foi diminuindo e hoje vemos as duas centrais assumindo posições bem próximas em várias pautas do movimento sindical”, disse o servidor público e vereador de Registro, Otávio Dias da Rosa Shimoda (PCdoB).


“Essa nova realidade repercutiu no movimento sindical — e o que está acontecendo agora é uma dispersão entre as centrais. Hoje nosso país conta com mais de dez entidades nacionais. A mais recente é a União Geral dos Trabalhadores (UGT), mas nenhuma delas apresenta o socialismo como alternativa clara aos trabalhadores, podemos ajudar a construir isso”, concluiu.

Críticas

Os sindicalistas também rebateram notícias e opiniões que estão sendo veiculadas em alguns meios de comunicação sobre a decisão. Eles afirmam que a iniciativa não está ligada à medida provisória do governo que regulamentará as centrais, nem a estratégias eleitorais do PCdoB.


“Foi a CSC que propôs esse debate ao PCdoB — partido do qual ela guarda autonomia”, disse João Batista Lemos, coordenador nacional da CSC. “Até porque a base da corrente é bastante diversa, contando, inclusive, com companheiros e companheiras filiados a outros partidos e centrais sindicais que não são a CUT.”


Batista esclarece que a decisão em favor de uma nova central está ligada a outros fatores. “A dificuldade que passamos a ter de dialogar com a Articulação Sindical (Artisind-PT) na CUT, a exigência de uma ação mais combativa dos trabalhadores neste segundo governo Lula e a grande quantidade de sindicatos não-filiados a nenhuma central que passaram a nos procurar nos motivou a repensar nosso papel na construção da unidade dos trabalhadores”.


A iniciativa de sair da CUT e construir uma central “não é oportunista nem divisionista”, segundo o coordenador da CSC. “Essa decisão está sendo fruto de um amadurecido debate e de uma necessidade histórica”, afirma, contrapondo-se ao recente artigo do ex-presidente do PT José Dirceu, que foi criticado no encontro.

CSC e CUT

Os motivos que levam a CSC a construir uma alternativa às centrais existentes também foi tema de algumas falas no encontro. Um dos sindicalistas presentes chegou a interpretar que a decisão significaria uma ruptura com a CUT.


“Não estamos rompendo”, esclareceu Batista. “Reconhecemos que ela é a maior central sindical do Brasil e um patrimônio dos trabalhadores também por nós construído. A central que construiremos deverá contar com a CUT em inúmeros momentos, e acreditamos que ela será uma de nossas principais aliadas — senão a principal — em várias batalhas”, agregou.


Ele afirmou que a atuação da base da corrente poderá se dar com a participação em várias centrais. “Em muitos locais, os trabalhadores poderão decidir permanecer filiados à CUT, assim como também a outras centrais, e não vamos nos abster de participar desses sindicatos e de qualquer luta no movimento em função desta decisão.”


Os sindicalistas destacaram que reuniões ocorreram com as principais lideranças da Artisind no sentido de manter a CSC na CUT. Porém, as reivindicações por mais transparência nas finanças da entidade, o método de proporcionalidade qualificada para a composição das direções, e um maior diálogo entre as diferentes posições sobre o governo e o movimento, entre outras questões, não foram ouvidas pelos petistas.


Somado a isso, a CSC diz ter sido procurada por entidades importantes de vários estados do país – que não se enquadravam em nenhuma das centrais existentes – enquanto que a saída de outras correntes importantes da CUT – como a que hoje deu origem ao movimento da Intersindical, ligado ao PSOL – ocorreram. Diante destes e outros fatores, o encontro apontou que a unidade dos trabalhadores não passa mais necessariamente pela CUT, o que abre possibilidades para um novo caminho na busca desta unidade.

Possibilidades

Batista afirmou que a CSC está aberta para o debate com todas correntes do movimento, inclusive a Artisind. “Esse é um momento muito novo e estamos abertos para conversar com todos, seja com a Artisind sobre a CUT, seja com outras lideranças sobre as centrais que existem.”


Entretanto, o coordenador da CSC acha muito difícil que haja um recuo na decisão que está sendo debatida na corrente. Seria necessário uma grande reviravolta no comportamento do PT com relação a CUT para que um recuo se desse, o que dificilmente se dará, segundo a avaliação das lideranças.



Outra possibilidade que surgiu durante as discussões foi a de integrar alguma das centrais já existentes, “mas isso dependeria de um programa mais claro em direção ao socialismo e a perspectiva de luta classista a que a corrente está ligada”, afirmou. “O que não quer dizer que faremos uma central para caber só a CSC”, conclui.

A nova central

Algumas pistas do que poderá ser a nova central apareceram no encontro. “Queremos uma central ampla, com as mais diversas correntes do movimento sindical, mas amparada num programa político combativo e classista”, disse Marcelo Cardia, coordenador da CSC-SP.


A central que está por vir também abrigaria secretarias de juventude, negros e mulheres – entre outras – e, se possível, destinará recursos próprios para o trabalho destas secretarias.


A proporcionalidade qualificada é outro ponto já fechado entre as lideranças da CSC. “O método de composição da nova central deve aproveitar experiências positivas que existem nas entidades dos movimentos sociais. A proporcionalidade qualificada que é aplicada na UNE (União Nacional dos Estudantes) é um dos exemplos a serem seguidos na nova central”, completou Cardia.


O nome que a nova central terá ainda não está definido. “Estamos conversando com todas as correntes e entidades que querem conosco construir esta alternativa e vamos, democraticamente, definir com elas como poderá ser chamada à nova central”, informou.


Os próximos passos da corrente incluem uma agenda de encontro nos estados, o lançamento de um movimento pela nova central e, finalmente, um encontro nacional da corrente ainda neste ano. O encontro, que tem características de um congresso, deverá selar a construção da nova central.


Entre outros objetivos da CSC está à construção de um espaço nacional, inspirado nas experiências dos Conclat (Congresso da Classe Trabalhadora), que reúna todo o movimento sindical para debater ações conjuntas. Os sindicalistas reafirmaram que um 1º de Maio unitário entre todas as centrais poderia ser resultado de um espaço deste tipo.

Histórico

Fundada em 28 de agosto de 1.983, a Central Única dos Trabalhadores não nasceu com o apoio imediato dos sindicalistas ligados ao PCdoB. No período, o partido avaliou como divisionista a ação dos sindicalistas ligados ao PT de fundar a Central. O caminho apontado era pelo fortalecimento da unidade através do Congresso da Classe Trabalhadora, que havia recém realizado seu primeiro encontro em 1.981, e que depois fundaria em 1.986 a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT).


Porém, no calor das lutas pela Constituinte de 1.988, a CGT foi sendo tomada pelo sindicalismo de direita e a Corrente Sindical Classista, em um expressivo congresso no ano de 1.990, decide sair da CGT e ingressar na CUT. Desde então, passou a integrar as lideranças que constituíram a Central.


Para Mário Odereti, da Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA), que acompanhou o encontro da CSC, “a realidade nos nossos países [Brasil e Argentina] nos coloca a necessidade de termos uma central inspirada nos ideais classistas para ajudar a construir a unidade dos trabalhadores na América Latina”. Na sua avaliação a nova central poderá ser um instrumento importante neste sentido.


Fonte: Vermelho

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