sábado, 14 de fevereiro de 2009

Para quem gosta de ler....

Bibliotecas do Mundo

Biblioteca Apostólica Vaticana - biblioteca que possui um arquivo secreto: bav.vatican.va

Biblioteca Central - localize os livros das bibliotecas da UFRGS:
www.biblioteca.ufrgs.br

Biblioteca del Congreso - item Expo Virtual mostra alguns tesouros dessa biblioteca argentina:
www.bcnbib.gov.ar

Biblioteca Digital Andina - Bolívia, Colômbia, Equador e Peru estão representados:
www.comunidadandina.org/bda

Biblioteca Digital de Obras Raras - livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século 19:
www.obrasraras.usp.br

Biblioteca do Hospital do Câncer - índice desse acervo especializado em oncologia:
www.hcanc.org.br/outrasinfs/biblio/biblio1.html

Biblioteca do Senado Federal - sistema de busca nos 150 mil títulos da biblioteca:
www.senado.gov.br/biblioteca

Biblioteca Mário de Andrade - acervo, eventos e história da principal biblioteca de São Paulo:
www.prefeitura.sp.gov.br/mariodeandrade

Biblioteca Nacional de Portugal - apresenta páginas especiais com reproduções relacionadas a Eça de Queirós e a Giuseppe Verdi, entre outros:
www.bn.pt

Biblioteca Nacional de España - entre as exposições virtuais, uma interessante coleção cartográfica do século 16 ao 19:
www.bne.es

Biblioteca Nacional de la República Argentina - biblioteca, mapoteca e fototeca: www.bibnal.edu.ar

Biblioteca Nacional de Maestros - biblioteca argentina voltada para a comunidade educativa: www.bnm.me.gov.ar

Biblioteca Nacional del Perú - alguns livros eletrônicos, mapas e imagens:
www.binape.gob.pe

Biblioteca Nazionale Centrale di Roma - expõe detalhes de obras antigas de seu catálogo:
www.bncrm.librari.beniculturali.it

Biblioteca Româneasca - textos em romeno e dados sobre autores do país:
biblioteca.euroweb.ro

Biblioteca Virtual Galega - textos em língua galega, parecida com o português:
bvg.udc.es

Bibliotheca Alexandrina - conheça a instituição criada à sombra da famosa biblioteca, que sumiu há mais de 1.600 anos:
www.bibalex.org/website

California Digital Library - imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia:
californiadigitallibrary.org

Celtic Digital Library - história e literatura celtas:
celtdigital.org

Círculo Psicanalítico de Minas Gerais - acervo especializado em psicanálise:
www.cpmg.org.br/n_biblioteca.asp

Cornell Library Digital Collections - compilações variadas, sobre agricultura e matemática, por exemplo:
moa.cit.cornell.edu

Corpus of Electronic Texts - história, literatura e política irlandesas:
www.ucc.ie/celt

Crime Library - histórias reais de criminosos, espiões e terroristas:
www.crimelibrary.com

Educ.ar Biblioteca Digital - em espanhol, apresenta livros e revistas de "todas as disciplinas":
www.educ.ar/educar/superior/biblioteca_digital

Gallica - Bibliothèque Numérique - volumes da Biblioteca Nacional da França digitalizados:
gallica.bnf.fr

Human Rights Library - mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos: www1.umn.edu/humanrts

IDRC Library - textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional:
www.idrc.ca/library

Internet Ancient History Sourcebook - página dedicada à difusão de documentos da Antiguidade:
www.fordham.edu/halsall/ancient/asbook.html

Internet Archive - guarda páginas da internet em seus diversos estágios de evolução:
www.archive.org

Internet Public Library - indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento:
www.ipl.org

John F. Kennedy Library - sobre o presidente americano John F. Kennedy, morto em 1963:
www.cs.umb.edu/jfklibrary

LibDex - índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites:
www.libdex.com

Lib-web-cats - enumera bibliotecas de mais de 60 países, mas o foco são os EUA e o Canadá:
www.librarytechnology.org/libwebcats

Libweb - outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países:
sunsite.berkeley.edu/Libweb

Mosteiro São Geraldo - livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião:
www.msg.org.br

National Library of Australia - divulga periódicos australianos da década de 1840:
www.nla.gov.au

Oxford Digital Library - centraliza acesso a projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford:
www.odl.ox.ac.uk

Perseus Digital Library - dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos:
www.perseus.tufts.edu

Servei de Biblioteques - bibliotecas da Universidade Autônoma de Barcelona:
www.bib.uab.es

The Aerial Reconnaissance Archives - recém-lançado, site promete divulgar 5 milhões de fotos aéreas da Segunda Guerra Mundial:
www.evidenceincamera.co.uk

The British Library - além de busca no catálogo, tem coleções virtuais separadas por região geográfica:
www.bl.uk

The Digital Library - diversas coleções temáticas, como a de escritoras negras americanas do século 19:
digital.nypl.org

The Digital South Asia Library - periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia:
dsal.uchicago.edu

The Huntington - grande quantidade de obras raras em arte e botânica:
www.huntington.org

The Math Forum - textos que se propõem a auxiliar no ensino da matemática:
mathforum.org/library

The New Zealand Digital Library - destaque para os arquivos sobre questões humanitárias:
www.sadl.uleth.ca/nz/cgi-bin/library

Treasures of Keyo University - um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg:
www.humi.keio.ac.jp/treasures

Unesco Libraries Portal - informações sobre bibliotecas e projetos voltados para a preservação da memória:
www.unesco.org/webworld/portal_bib

UOL Biblioteca - dicionários, guias de turismo e especiais noticiosos:
www.uol.com.br/bibliot

UT Library Online - possui uma ampla coleção de mapas:
www.lib.utexas.edu

Bibliotecas virtuais

Alexandria Virtual - acervo variado, de literatura a humor:
www.alexandriavirtual.com.br

Bartleby.com - importantes textos, como os 70 volumes da "Harvard Classics" e a obra completa de Shakespeare:
www.bartleby.com

Bibliomania - 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês:
www.bibliomania.com

Biblioteca dei Classici Italiani - literatura italiana, dos "duecento" aos "novecento":
www.fausernet.novara.it/fauser/biblio

Biblioteca Electrónica Cristiana - teologia e humanidades vistas por religiosos:
www.multimedios.org

Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro - especializada em literatura em língua portuguesa:
www.bibvirt.futuro.usp.br

Biblioteca Virtual - Literatura - pretende reunir grandes obras literárias:
www.biblio.com.br

Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes - cultura hispano-americana:
www.cervantesvirtual.com

Biblioteca Virtual Universal - textos infanto-juvenis, literários e técnicos:
www.biblioteca.org.ar

Contos Completos de Machado de Assis - mais de 200 contos de Machado de Assis:
www.uol.com.br/machadodeassis

Cultvox - serviço que oferece alguns e-livros gratuitamente e vende outros:
www.cultvox.com.br

Dearreader.com - clube virtual que envia por e-mail trechos de livros:
www.dearreader.com

eBooksbrasil - livros eletrônicos gratuitos em diversos formatos:
www.ebooksbrasil.com

iGLer - acesso rápido a duas centenas de obras literárias em português:
www.ig.com.br/paginas/novoigler/download.html

International Children's Digital Library - pretende oferecer e-livros infantis em cem línguas:
www.icdlbooks.org

IntraText - textos completos em diversas línguas, entre elas o latim:
www.intratext.com

Jornal da Poesia - importante acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3.000 autores:
www.secrel.com.br/jpoesia

Net eBook Library - biblioteca virtual com parte do acervo restrito a assinantes do site:
netlibrary.net

Nuovo Rinascimento - especializado em documentos do Renascimento italiano:
www.nuovorinascimento.org/n-rinasc/homepage.htm

Online Literature Library - pequena coleção para ler diretamente no navegador:
www.literature.org

Progetto Manuzio - textos em italiano para download, incluindo óperas:
www.liberliber.it/biblioteca

Project Gutenberg - mantido por voluntários, importante site com obras integrais disponíveis gratuitamente:
www.gutenberg.net

Proyecto Biblioteca Digital Argentina - obras consideradas representativas da literatura argentina:
www.biblioteca.clarin.com

Romanzieri.com - livros eletrônicos em italiano compatíveis com o programa Microsoft Reader:
www.romanzieri.com

Sololiteratura.com - textos sobre autores hispano-americanos:
www.sololiteratura.com

Textos de Literatura Galega Medieval - pequena seleção de poesias e histórias medievais:
www.usc.es/~ilgas/escolma.html

The Literature Network - poemas, contos e romances de aproximadamente 90 autores:
www.online-literature.com

The Online Books Page - afirma ter mais de 20 mil livros on-line:
digital.library.upenn.edu/books

The Online Medieval and Classical Library - obras literárias clássicas e medievais:
sunsite.berkeley.edu/OMACL

Usina de Letras - divulga a produção de escritores independentes: www.usinadeletras.com.br

Virtual Book Store - literatura do Brasil e estrangeira, biografias e resumos:
www.vbookstore.com.br

Virtual Books Online - e-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano:
virtualbooks.terra.com.br

Científicos

Banco de Teses - resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987:
www.capes.gov.br

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP:

Créditos: Tania - por email

Música Indiana...

http://i135.photobucket.com/albums/q150/ironman_52/CageTheElephant-CageTheElephant_F_S.jpg


Cage the Elephant - Cage the Elephant (2008)

11 Tracks @ 320kbps - 87Mb

01. - Cage the Elephant - In One Ear (4:01)
02. - Cage the Elephant - James Brown (3:20)
03. - Cage the Elephant - Ain't No Rest For The Wicked (2:55)
04. - Cage the Elephant - Tiny Little Robots (4:10)
05. - Cage the Elephant - Lotus (3:16)
06. - Cage the Elephant - Back Against The Wall (3:48)
07. - Cage the Elephant - Drones In The Valley (2:27)
08. - Cage the Elephant - Judas (3:26)
09. - Cage the Elephant - Back Stabbin' Betty (3:39)
10. - Cage the Elephant - Soil To The Sun (3:17)
11. - Cage the Elephant - Free Love (3:28)

Ugeirm lembra: Yeda processa servidores e é testemunha de defesa de Flávio Vaz Netto


O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), divulgou nota defendendo a campanha de outdoors promovida por sindicatos de servidores públicos do Estado, que o governo Yeda pretende censurar.

Há um monte de outdoors do déficit zero nas estradas do litoral. O déficit zero é uma mentira que envolveu o corte no custeio de serviços essenciais, como o da Polícia Civil. Nós tivemos um recorde de mais de 1,5 mil homicídios em 2008. Seguimos com mais de 1,5 milhão de inquéritos parados. Cortes na educação e na saúde também repercutem no balcão das delegacias. A maior vítima de Yeda é a sociedade e a campanha dos servidores está denunciando isso”, diz o segundo vice-presidente da Ugeirm, Luiz Felipe Teixeira.

A nota observa que o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, afirma que esse é um governo transparente. “Deve ser por isso que a primeira secretária de Transparência, criada após o escândalo do Detran, pediu para sair, acusando o governo de tratar a corrupção com lassidão”. Diante da ameaça de processo e da tentativa de censura, o Ugeirm responde:

“O que temos a dizer? Vá processar o Busatto, Yeda, por ele propor o que propôs ao vice-governador Paulo Feijó. Mas Yeda não processa nem o Antônio Maciel, que a chamou de “safada” em áudio ouvido por todos os gaúchos. A gente sabe que não pode contar com a defesa de Yeda nessa história. Como bem sabe a Justiça Federal, Yeda é testemunha de defesa de Flávio Vaz Netto, outro denunciado por corrupção. Foi ele que a ameaçou durante depoimento prestado à CPI do Detran, pois sentia-se traído pela governadora. E a gente sabe também que o coronel Paulo Mendes, depois de exitosamente articular com outro denunciado para se tornar comandante da BM, subiu de posto e se tornou juiz de um tribunal que custa 25 milhões de reais por ano – e que deveria ser fechado. No mais, por que Yeda fritou Mallmann? Não fomos nós que inventamos a história de que Yeda ficou magoada por ele não fazer tráfico de informações privilegiadas da Operação Rodin".

O governo também se queixa do autoritarismo que as peças publicitárias denunciam, alegando que a honra e a dignidade de Yeda estariam sendo atingidas. O sindicato dos policiais civis pergunta:

“Por que Yeda fritou o delegado Pedro Rodrigues na Chefia de Polícia? Segundo a imprensa, tem a ver com a resistência dele em encaminhar nomes para a degola. Depois, Pedro Rodrigues reuniu informações oficiais e comprováveis para que os dias descontados fossem ressarcidos. Há, pois, prova de fraude na efetividade de centenas de policiais. O que o governo transparente fez? Sentou-se sobre o SPI 50871204084 desde o dia 4 de dezembro”.

E sobre o tema da mentira, observa:

“Ah, Yeda também não mente. No dia 17 de janeiro, a governadora prometeu, durante audiência com a Ugeirm, encaminhar a demanda de nossa aposentadoria. Apenas três Estados constrangem nosso direito e ela já escreveu e assinou, quando era deputada, respeito à regra 20 + 10 (lei 51/85). Daí, nada aconteceu. Alguém mentiu nessa história, mas deixou as digitais. O secretário José Alberto Wenzel também pode explicar por que o secretário Edson Goularte mentiu no dia 3 de dezembro de 2008, ao anunciar a publicação das promoções? Pode, sim. A lista, afinal, está na Casa Civil. No mais, não fomos nós que fizemos campanha prometendo não aumentar impostos”.

Arte: Hupper

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Do blog Cidadania.com

Professor da FGV diz que

PAC é novo “New Deal”

Estudo do professor da FGV Marcelo Cortes Neri divulgado ontem mostra que a crise não atingiu os mais pobres no Brasil, não lhes diminuiu a renda, não freou a queda da desigualdade e, o que mais impressiona, não impediu que as classes D e E continuassem encolhendo e que seus integrantes continuassem ascendendo à classe C mesmo no período negro de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2008.

Nenhum dos grandes jornais (Folha, Estadão e Globo) deu chamada de primeira página para o Estudo da FGV. A cobertura limitou-se a notas escondidas e curtas nas páginas internas. Quanto aos telejornais, alguns tiveram a coragem de não divulgar o Estudo e outros deram pouquíssima importância a informação desse calibre.

O anúncio do Estudo intitulado “Crônica de uma crise anunciada – choques externos e a nova classe média” foi feito pelo professor Neri em entrevista coletiva à imprensa. Estimo que nem o pesquisador imaginava o tratamento pífio que a mídia daria ao seu trabalho.

O vídeo contendo a apresentação do Estudo à imprensa por Neri pode ser assistido clicando aqui, e o Estudo em si pode ser lido na íntegra clicando aqui.

O pesquisador atribui a programas sociais como o Bolsa Família e aos aumentos do salário mínimo os vastos sucessos sociais dos últimos anos do governo Lula, dando destaque para a queda da desigualdade e para o impressionante aumento de mais de 20% da classe C e o forte encolhimento do contingente de pobres e miseráveis nos últimos anos

Mas, em determinado ponto da entrevista de Neri à imprensa, ele faz uma afirmação sobre o PAC, programa governamental que a mídia e a oposição dizem que não existe, que todos os brasileiros precisam conhecer, sobretudo por tal afirmação ter sido proferida por esse pesquisador da FGV que vem atravessando vários governos e que jamais foi acusado por ninguém de partidarismo ou coisa que o valha.

Reproduzo abaixo, textualmente (para quem não tiver conexão rápida para assistir o vídeo acima mencionado), o que o professor Neri disse sobre o PAC:

“(...) O PAC, Programação de Aceleração do Crescimento, é um plano que talvez não fizesse muito sentido quando ele foi lançado como um plano de aceleração do crescimento, porque a economia estava muito aquecida, e hoje em dia é visto quase como um New Deal americano [programa de aquecimento econômico do presidente americano Franklin D. Roosevelt implementado entre 1933 e 1937] numa época em que comparações com a grande depressão americana [de 1929] começam a se tornar mais comuns. Então, é meio como se o Brasil criasse um New Deal antes que a depressão fosse anunciada. Aqueles que acham que o Brasil estava com sorte, alguns anos atrás [conforme diz a imprensa e a oposição para desmerecer o crescimento continuado dos últimos anos], que sorte temos agora, porque é como se tivéssemos um bilhete de loteria, um seguro que não sabíamos que tínhamos (...)”.

Não é à toa que a mídia escondeu o estudo de Neri. Ele mostra que, se estivermos mesmo saindo da crise – e a mídia, seguindo conselho recente de FHC aos tucanos para combaterem as medidas anticrise de Lula, não quer aceitar tal hipótese –, tudo se deve à visão que o presidente teve ao se dedicar tanto ao PAC nos últimos anos enquanto a mídia e a oposição diziam que o programa “não existia”.

O professor Neri conclui elencando vários fatores que permitirão ao Brasil superar a crise antes dos outros países e faz alertas de que as políticas públicas devem continuar na rota do PAC e dos programas sociais, porque, se houver desvios, poderemos perder a chance de sair dessa crise muito maiores do que entramos nela.



Escrito por Eduardo Guimarães

Enquanto isso na Venezuela...

Chavistas buscam voto de porta em porta em Caracas


Natalia estala os dedos para chamar a atenção do grupo de militantes reunidos diante da Igreja Carmen, em Petaré, a maior favela de Caracas. "Camaradas, vamos espalhar os panfletos, bater de porta em porta, perguntar se as pessoas irão votar este domingo (15), e explicar qual é o tema exato do referendo", ordena a jovem argentina, em Caracas há um ano, e uma das principais líderes populares de Petaré.


Um adesivo com o rosto de Hugo Chávez colado no peito ilustra a força de suas convicções. A morena abraçou a revolução bolivariana como se fosse sua. Natalia continua com as orientações: "e nada de agressividade. Quando os moradores não quiserem os panfletos, vamos embora! Não se esqueçam de convidá-los para as atividades sociais", acrescenta.


A pequena tropa sobe numa camioneta para atingir o ponto mais alto do bairro. No caminho, cantam hinos chavistas, incluindo sempre a palavra "si" (sim). É a resposta que espera Hugo Chávez ao referendo organizado no próximo domingo para a aprovação ou a rejeição da emenda constitucional, que prevê o fim do limite à reeleição aos cargos públicos.


Vocês são chavistas?. "Sim, sim, sim", gritam os jovens. "Hoje, somos todos patrulheiros", resume Jesus Mora, mulato alto, trajando uma camiseta estampada com o rosto de Chávez. Membros das missões sociais, dos conselhos comunais, dos comitês de terra, dos batalhões do Partido socialista unido venezuelano (PSUV), e outras dezenas de milhares de venezuelanos, estão fazendo um trabalho de formiga para convencer os 17 milhões de eleitores a votar pelo "si".


"Não é fácil, aqui, a oposição é muito forte", explica Mora, diante de uma casa onde seus panfletos foram rejeitados. "Apesar de ser pobre, Petaré sempre teve uma importante proporção de escualidos” diz, em referencia a expressão inventada por Chávez para qualificar os membros da oposição.


Nas ultimas eleições regionais de novembro, o candidato chavista à prefeitura de Caracas, Aristóbulo Istúriz, perdeu para um escualido, Antonio Ledezma. "Perdemos porque o antigo prefeito chavista fez uma gestão catastrófica. Os nossos aliados não votaram no candidato da oposição, simplesmente, ficaram em casa", explica Jesus Mora. Por isso, a tarefa dos "patrulheiros" é garantir que cada eleitor chavista compareça às urnas.


"Bom dia senhora, tudo bem?", pergunta Natalia a uma mãe que segura um bebê nos braços. "Você vai votar domingo?". "Claro que sim!", responde a mulher, piscando o olho. Os patrulheiros riem, e repetem juntos: "Claro que sim, sim, sim!".


O grupo busca três tipos de eleitores. Dois deles são "aqueles que cantam vitória antes do tempo e não saem para votar e os que andam um pouco desanimados, decepcionados pela lentidão da revolução", explica Ingrid Patram, coordenadora da missão Robinson no Petaré, dedicada à alfabetização de adultos. O terceiro grupo é formado pelos chamados "ni-ni", que não são nem chavistas, nem opositores, e que votam de um lado ou do outro segundo a proposta.


"Nosso objetivo é explicar para eles que a emenda constitucional não significa que Chávez será presidente para sempre, isso é uma mentira da oposição", diz Ingrid. A aprovação da emenda permitiria ao presidente venezuelano candidatar-se a um terceiro mandato em 2012, reconhece, mas "junto a outros candidatos, é o povo que decide. Isso é democracia", conclui.


A oposição denuncia uma campanha marcada pelo desequilíbrio, já que o governo usa a máquina estatal para fazer campanha para o "sim".



Os seguidores de Chávez calculam que a abstenção ocasionou a perda de cerca de três milhões de votos a favor do presidente em um ano. Em dezembro de 2006, o "comandante" foi reeleito com mais de 7,3 milhões de votos. Já no referendo para a reforma constitucional de dezembro de 2007, a proposta já formulada que permite a reeleição seduziu somente 4,3 milhões de eleitores, provocando a primeira derrota de Chávez em nove anos no poder.


Esta ausência nas urnas não se refletiu no resultado da oposição, que atraiu apenas 100 mil votos a mais em relação a 2006. Seduzir os que se abstem é o principal desafio neste referendo, tanto do governo quanto da oposição.


Segundo as últimas pesquisas, o "sim" lidera as intenções de votos, mas de maneira muito apertada. A empresa de pesquisa Datanálisis calcula que 51,5% dos venezuelanos apóiam o fim do limite à reeleição, enquanto 48,1% votariam pelo "não".


Fonte: Opera Mundi.net

Entidades sindicais colocam campanha anti-Yeda nas ruas


CORREIO DO POVO


Por volta das 17h de ontem, representantes de dez entidades sindicais do Estado apresentaram, enfim, o rosto que ilustra a campanha polêmica, veiculada em outdoors, que atraiu a atenção dos gaúchos: o da governadora do Estado, Yeda Crusius. A divulgação ocorreu no Centro de Eventos do Parque Harmonia, na Capital, e reuniu centenas de servidores estaduais, de diversas categorias. Quando a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, e o presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa, apresentaram o banner com a face da governadora, a multidão passou a gritar: 'Fora, Yeda!'. A campanha liga a imagem de Yeda a seis fatores que, na opinião das entidades, justificariam sua saída do governo: autoritarismo, mentira, corrupção, arrocho, violência e destruição do Estado.
Logo depois, cerca de 500 manifestantes realizaram uma caminhada até a Esquina Democrática. Acompanhados de um carro de som, que tocava um samba criado para a campanha. O grupo de servidores portava faixas e cartazes, além de máscaras com o rosto de Yeda, e chamou a atenção dos frequentadores do Centro.
'Essa é uma campanha de denúncia de um governo que tem mais de 70% de rejeição por conta do desrespeito com que vem tratando o povo gaúcho e os servidores públicos', afirmou Rejane de Oliveira. Ela acrescentou que a atual administração está 'destruindo' o Estado. 'Um governo que não garante educação, saúde e segurança de qualidade não pode seguir adiante. A administração Yeda nunca optou pelo diálogo e pela negociação. Nossa iniciativa demonstra a coragem dos servidores em buscar um Estado melhor para todos', disse.
'O maior desafio é salvar o patrimônio do Estado. O atual governo relegou o povo ao abandono', disse Érico Corrêa. Os outros dirigentes sindicais também enfatizaram que o encontro representava um momento único, de união entre as principais categorias dos servidores.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasil: um transatlântico à deriva?







Waldemar Rossi
- Correio da Cidadania

Causa profunda tristeza e revolta receber as notícias sobre a crise econômica que afeta o sistema capitalista. E isso por vários motivos:

1) a mídia usa a maior parte do seu espaço para falar das empresas em crise;

2) ainda assim, esforça-se para passar goela abaixo do povão que os governos tudo fazem para amenizá-la, oferecendo às empresas privadas tufos de dinheiro (dinheiro público, que, aliás, nem é citado);

3) no entanto, revela que, apesar de tanta grana desviada dos orçamentos públicos, a crise não é debelada e mais e mais dinheiro precisa ser canalizado para o capital privado;

4) revela ainda que, apesar dos acordos, o desemprego continua crescendo em larga escala e que as empresas não dão bola aos acordos;

5) em vários países, o repasse desse dinheiro se faz sob a condição de que as empresas beneficiadas não gerem desemprego;

6) somos forçados a ouvir ou a ler as besteiras que os membros dos vários governos falam, tentando apaziguar os que vão entrando em desespero, num esforço hercúleo para que a revolta não se instale nos países, embora as manifestações populares de insatisfação já despontem nos horizontes.

Nesta semana, no Brasil, estamos sendo "contemplados" com informações que revelam o quanto a vida do povo vai se deteriorando: milhares de desempregados a cada dia; acordos inescrupulosos entre direções sindicais e empresariado permitindo a redução da jornada de trabalho com redução salarial – que se reflete de imediato no rebaixamento do padrão de vida do trabalhador; inadimplência com os cartões de crédito, revelando como o povo vem sendo ludibriado pela propaganda enganosa da vida fácil, em que tudo pode ser comprado com essa moeda de juros altíssimos; sistema de saúde pública num verdadeiro caos, com gente ficando horas e horas à espera de um atendimento médico, quando o consegue; escolas com o reinício das aulas postergado por falta de condições e até mesmo de professores, que não vêm sendo contratados pela rede pública; crescimento da população de rua por incapacidade de arcar com os custos dos aluguéis estratosféricos – enquanto milhares de residências e prédios nos centros urbanos permanecem desocupados, sem utilidade alguma. E assim por diante.

Por outro lado, assistimos às demagógicas propostas de saídas por parte do governo: liberação do FGTS para incentivar acordos trabalhistas; auxílios financeiros que visem "priorizar setores que resultem em grau maior e menor de criação de vagas" (palavras da Dilma Rousseff aos sindicalistas), sem informar quais são esses setores e que tipo de estímulo. Enquanto o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informa que o governo isentará de quaisquer juros ou outros encargos os empréstimos aos empresários com "a condição de que mantenham os empregos". Até parece que o governo acredita nisso! E nesse enorme buraco são jogados bilhões de reais. Para compensar, fala-se em alguns milhões para ampliar a Bolsa Família. Fortunas para os empresários, migalhas para o povo faminto!

E para o povo, o que é assegurado? Além de esmolas para uma pequena parte, nada. "Nadica de nada". Ou melhor, promessas e mais promessas. Na verdade, como já temos escrito nesta coluna, o governo está de pés e mãos atados aos interesses do capital tanto nacional quanto internacional. Sua visão de Brasil se faz pelas janelas do capital e não pelas janelas dos interesses populares. Não há um plano para mudanças profundas na política econômica que vise buscar nossa independência econômica com inclusão social. Medidas apenas paliativas que se esgotam em curtíssimo prazo.

Diante da crise que se agrava a cada dia e que não tem prazo para ser superada, o Brasil está como um grande transatlântico, à deriva, sem rumo e sem timoneiro. E a cada dia que passa, seus tripulantes tentam aquietar os navegantes prometendo que logo, logo encontrarão o rumo da terra firme, não enxergando o iceberg que aponta no horizonte e que a todos amedronta.

Enquanto isso, ministros e direção do PT estão em busca dos rumos eleitorais, planejando as mais estapafúrdias composições eleitorais para o ano que vem, ano de "eleições gerais". Assim caminha este país, de eleições em eleições em busca do poder a qualquer preço, porque a conta sempre cai nas costas do povo trabalhador, enquanto que o empresariado faz generosos investimentos nas campanhas eleitorais de todos os partidos. Olha o iceberg!!!

Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

A PESTE TUCANA

do blog Cloaca News

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Primeiro, foram os casos de morte por febre amarela em duas cidades gaúchas, no mês de janeiro, que a mídia-capacho tratou de noticiar em letras menores que o cocô do inseto vetor da doença. Nesse caso, ouviu-se muito o Secretário de Saúde de Yeda Crusius afirmando que o "fenômeno" devia-se a "causas climáticas". Curiosamente, quase nada foi ouvido sobre o fato de que o último óbito por febre amarela no RS havia ocorrido em...1966!
Agora, assistimos aos primeiros casos de leishmaniose visceral no estado gaúcho. Trata-se de uma terrível moléstia provocada por um protozoário. Sua transmissão dá-se pela picadura de mosquitos flebotomíneos, como esse da foto. E, mais uma vez, a imprensa-michê do Rio Grande dá ao tema a visibilidade de uma ameba a olho nu, sem sequer ouvir as autoridades sanitárias estaduais (clique aqui para ler a extensa reportagem do tablóide Zero Hora a respeito).
Tratamento bem diferente teve (e está tendo) a palhaçada do "deficit zero", como corolário do "novo jeito de governar" da tresloucada governadora tucana. A essa altura, você já deve estar se perguntando: o que é que o apêndice caudal tem a ver com as calças? Estaremos, por acaso, diante de uma situação de causa e efeito?
Se considerarmos que até o Ministério Público de Contas já emitiu parecer desaprovando a gestão da tucana, a resposta é: sim, trata-se de uma relação de causa e efeito.
É que, para "zerar as contas", Yeda faz uso da mais descarada maquiagem contábil, manipulando as planilhas de receitas e despesas. E faz pior: entre outras ardilezas, descumpre vergonhosamente os limites constitucionais mínimos de gastos com Saúde, Educação e pesquisa científica e tecnológica. Em outras palavras: para "sanear" as finanças estaduais, a tucana deixou a população às moscas. E aos mosquitos.

Maria Bethânia - Que Falta Você Me Faz (2005)




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créditos: UmQueTenha


Do sitio www.esquerda.net

Bicentenário de Charles Darwin



Darwin nasceu há 200 anos e escreveu No dia em que se comemora o bicentenário do nascimento de Charles Darwin, o biólogo Élio Sucena lembra que "há no vastíssimo espólio epistolar e científico de Darwin, extraordinários trechos reveladores de um conhecimento e intuição invulgares da Natureza e suas leis, bem como das nossas sociedades e da nossa espécie".

Texto de Élio Sucena, um dos oradores no ciclo de debates sobre ciência que a Cultra promove a partir desta quinta feira.

Muito se tem escrito e discutido sobre os limites e alcance, origem, desenvolvimentos e impactos, da teoria de evolução por selecção natural apresentada há 150 anos por Charles Darwin. Avaliar a importãncia de Darwin no pensamento ocidental não é tarefa fácil. Isto porque, porventura a ideia de evolução tal como a define Darwin, constituti a revolução/mudança de paradigma, mais transversal desde que a Terra deixara o centro do universo. Tal como a heresia heliocêntrica de Copérnico e Galileu, também a teoria evolutiva de Darwin, revê a ordem natural das coisas, o lugar da nossa espécie, o conceito de nós mesmos. Para ilustrar esse alcance da teoria darwiniana, essa transversalidade, essa redifinição, basta-nos pensar na forma como a sua substância enfrenta de uma só penada quase todos os dogmas e princípios-primeiros da Igreja. A nossa espécie não é essencialmente diferente das demais, e toda a vida está ligada não por uma vontade criadora divina, mas por um processo histórico com uma base biológica material.

Vejamos brevemente de que consiste a teoria de Darwin, de evolução por selecção natural.

A ideia de evolução não surge da pena de Darwin, desde a Grécia antiga a Lamarck que conceitos mais ou menos vagos de evolução tinham sido avançados. No entanto, Darwin é único porque consubstancia essa ideia de padrão, de árvore da vida, num processo criador: a selecção natural. Este processo implica que existam variações herdáveis entre indivíduos que estabeleçam diferenças na sua sobrevivência e taxa reprodutiva. Por outro lado, é importante realçar que estas diferenças dependem das condições ambientais e como tal não existem em absoluto formas melhores ou piores. Deste processo resulta que, para essas condições ambientais, os contributos para geração seguinte são diferentes de indivíduo para indivíduo e que com o tempo a população vai mudar a sua composição, com variantes menos adaptadas a perderem representatividade por oposição ao crescimento relativo da descendência de indivíduos melhor adaptados. Esta ideia é em grande parte construída por Darwin a partir da observação de espécies domesticadas. Dos cães ao milho, passando por todo o gado domesticado, os humanos alteraram drasticamente estas espécies, da morfologia ao comportamento. Este processo, de selecção artificial (por mão humana) é no fundo análogo ao processo que opera em condições naturais, em que o critério humano é substituído pelas condições ecológicas específicas em que vive cada organismo.

Mas voltando à ideia de variação, gostava de desenvolver aqui um aspecto que é na minha opinião uma das suas ideias mais revolucionárias: o lugar desse conceito na teoria darwiniana. As diferenças entre indivíduos são uma condição necessária ao processo evolutivo. Rompendo com a tradição essencialista na qual as diferenças entre indivíduos são desvios indesejados ao ideal definidor da espécie, Darwin coloca a ideia de variação no centro da sua teoria como matéria-prima para a adaptação às flutuações ambientais e base geradora das “tão belas e incontáveis formas” que nos rodeiam.

Esta forma de encarar a variação pode ser vista como eminentemente humanista. Até que ponto o humanismo de Darwin é determinante na elaboração da sua teoria, é difícil de estabelecer. No entanto, um recente livro publicado por dois dos mais reputados biógrafos de Darwin - “Darwin´s sacred cause de Adrian Desmond e James Moore – defende a tése de que as fortes convicções abolicionistas de Darwin terão sido determinantes para a sua teoria. A existência de uma só origem para a vida tem como consequência uma noção de irmandade entre as espécies, e em particular entre humanos, tornando a escravidão (também) um absurdo biológico. Uma passagem da “Viagem do Beagle” talvez levante um pouco o véu: “se a miséria dos nossos pobres não é devida a leis naturais mas sim às nossas instituições, quão grande é o nosso pecado!”.

Há no vastíssimo espólio epistolar e científico de Darwin, extraordinários trechos reveladores de um conhecimento e intuição invulgares da Natureza e suas leis, bem como das nossas sociedades e da nossa espécie. Por isso, qualquer que seja a nossa formação o prazer de ler Darwin é o da descoberta de uma mente em (quase) tudo à frente do seu tempo. Quanto à sua teoria e como é apanágio de qualquer teoria científica, ela sobrevive e sai reforçada de todos os testes por que passou ao longo do século e meio de vida. Ela própria evoluiu e continuará a evoluir, incorporando novos conhecimentos, tornando-se mais sofisticada e sólida, sendo que os seus conceitos fundadores se mantêm os mesmos tão válidos hoje como então. Essa validade revela-se na forma como explicou a diversidade dos tentilhões das Galápagos há 150 anos atrás, e hoje nos permite compreender, e tentar resolver, os problemas colocados por bactérias multi-resistentes nos hospitais. Essa é o garante de que a Evolução Darwiniana continuará a constituir o princípio unificador da biologia, e logo, do nosso entendimento da Vida.